Síndrome de Wilkie: Diagnóstico e Fisiopatologia

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021

Enunciado

As imagens abaixo foram realizadas na investigação de uma paciente feminina, 24 anos de idade, com queixas de dor e distensão abdominal pós-prandial e eructações frequentes há aproximadamente 2 meses. Relata perda ponderal importante neste mesmo período. As imagens evidenciam compressão da terceira porção duodenal entre a artéria mesentérica superior e a aorta, com consequente dilatação a montante. Tratase da:

Alternativas

  1. A) Síndrome de Wilkie.
  2. B) Síndrome de Foley.
  3. C) Síndrome de Prader Willi.
  4. D) Síndrome de Cocket.

Pérola Clínica

Síndrome de Wilkie = compressão da 3ª porção duodenal entre AMS e aorta → dilatação a montante.

Resumo-Chave

A Síndrome de Wilkie, ou Síndrome da Artéria Mesentérica Superior, é uma condição rara onde a terceira porção do duodeno é comprimida entre a artéria mesentérica superior e a aorta, levando a sintomas obstrutivos gastrointestinais altos. A perda ponderal pode agravar a condição ao reduzir o coxim de gordura retroperitoneal.

Contexto Educacional

A Síndrome de Wilkie, também conhecida como Síndrome da Artéria Mesentérica Superior (SAMS), é uma condição rara caracterizada pela compressão da terceira porção do duodeno entre a artéria mesentérica superior (AMS) e a aorta abdominal. Embora rara, é importante reconhecê-la, especialmente em pacientes com perda ponderal significativa, que pode reduzir o coxim de gordura retroperitoneal e agravar a compressão. A fisiopatologia central reside na diminuição do ângulo aorto-mesentérico (normalmente 25-60 graus) para menos de 22 graus, e da distância aorto-mesentérica (normalmente 10-28 mm) para menos de 8 mm. Isso resulta em obstrução parcial ou completa do duodeno, levando a sintomas como dor abdominal pós-prandial, náuseas, vômitos, saciedade precoce e perda de peso. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste, que demonstram a compressão e a dilatação duodenal proximal. O tratamento inicial é conservador, com suporte nutricional e medidas para ganho de peso. Em casos refratários ou graves, a abordagem cirúrgica, como a duodenojejunostomia, pode ser necessária para aliviar a obstrução. É crucial considerar esta síndrome em pacientes jovens com sintomas gastrointestinais obstrutivos crônicos e perda de peso inexplicada, para evitar atrasos no diagnóstico e complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Wilkie?

Os principais sintomas incluem dor e distensão abdominal pós-prandial, náuseas, vômitos, eructações frequentes e perda ponderal significativa devido à obstrução duodenal.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Wilkie?

O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste, que evidenciam a compressão da terceira porção duodenal entre a artéria mesentérica superior e a aorta, com dilatação proximal.

Qual a fisiopatologia da Síndrome da Artéria Mesentérica Superior?

A fisiopatologia envolve a redução do ângulo aorto-mesentérico, geralmente devido à perda de gordura retroperitoneal, que comprime a terceira porção do duodeno e causa obstrução mecânica.

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