Síndrome de West: Diagnóstico e Sinais Chave em Lactentes

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente de 5 meses de vida foi levado à emergência por apresentar contração tônica rápida em flexão, com duração de 10 segundos, da musculatura do pescoço, do tronco e dos membros. Essas crises iniciaram-se há duas semanas e ocorrem em salvas, especialmente ao despertar e em períodos de sonolência, frequentemente acompanhados de choro. Os responsáveis pela criança negam qualquer episódio de febre e (ou) outros sintomas. Nesse caso clínico, o provável diagnóstico é

Alternativas

  1. A) cólica do lactente, demandando observação e orientação para casa.
  2. B) síndrome mioclônica atônica, precisando de observação.
  3. C) síndrome de West, com necessidade de EEG que revela hipsarritmia.
  4. D) síndrome convulsiva febril, com prescrição de clobazan para casa.
  5. E) síndrome focal por hipoglicemia.

Pérola Clínica

Lactente < 1 ano com espasmos em salvas (flexão/extensão) + atraso desenvolvimento → Síndrome de West, EEG com hipsarritmia.

Resumo-Chave

A Síndrome de West é uma encefalopatia epiléptica grave da infância, caracterizada pela tríade de espasmos infantis (geralmente em flexão, em salvas), atraso ou regressão do desenvolvimento psicomotor e um padrão de hipsarritmia no eletroencefalograma (EEG). A idade de início típica é entre 3 e 12 meses, e o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento e prognóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome de West é uma encefalopatia epiléptica grave e rara que afeta lactentes, geralmente com início entre 3 e 12 meses de idade. É caracterizada por uma tríade clássica: espasmos infantis (crises epilépticas peculiares, geralmente em flexão ou extensão, que ocorrem em salvas), atraso ou regressão do desenvolvimento psicomotor e um padrão eletroencefalográfico (EEG) de hipsarritmia. A etiologia pode ser sintomática (lesão cerebral pré-existente), criptogênica ou idiopática. A identificação precoce é crucial devido ao impacto significativo no neurodesenvolvimento da criança. Os espasmos infantis são o principal sinal clínico e podem ser sutis, muitas vezes confundidos com cólicas, sustos ou refluxo gastroesofágico. Eles consistem em contrações tônicas rápidas da musculatura axial e dos membros, durando poucos segundos, e ocorrem repetidamente em salvas, principalmente ao despertar ou durante a sonolência. O EEG é fundamental para o diagnóstico, revelando a hipsarritmia, um padrão desorganizado, de alta voltagem, com ondas lentas e pontas multifocais, que é patognomônico da síndrome. O tratamento da Síndrome de West visa controlar os espasmos e melhorar o prognóstico do desenvolvimento. As opções terapêuticas incluem ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), vigabatrina e corticosteroides. A escolha do tratamento depende da etiologia e da resposta individual. O prognóstico é variável, mas muitos pacientes evoluem com atraso no desenvolvimento e podem desenvolver outros tipos de epilepsia. A educação dos pais e o acompanhamento multidisciplinar são essenciais para o manejo a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da Síndrome de West?

A Síndrome de West é caracterizada por espasmos infantis (contrações tônicas rápidas, geralmente em flexão, que ocorrem em salvas), atraso ou regressão do desenvolvimento psicomotor e um padrão de hipsarritmia no eletroencefalograma (EEG).

O que é hipsarritmia e qual sua importância no diagnóstico da Síndrome de West?

Hipsarritmia é um padrão de EEG caótico, de alta amplitude, com ondas lentas e pontas multifocais, sem organização. É o achado eletroencefalográfico patognomônico da Síndrome de West e essencial para confirmar o diagnóstico.

Qual a idade de início mais comum para a Síndrome de West?

A Síndrome de West tipicamente se manifesta entre os 3 e 12 meses de idade, com um pico de incidência por volta dos 4 a 7 meses. O diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico.

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