Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada: Clínica e Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Qual das opções abaixo é manifestação clínica da síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada associada à uveíte difusa bilateral?

Alternativas

  1. A) Hiperproteinorraquia
  2. B) Eritema nodoso
  3. C) Perda de audição
  4. D) Úlceras orais

Pérola Clínica

Síndrome VKH = Uveíte bilateral + Descolamento de retina exsudativo + Disacusia/Zumbido + Vitiligo/Polioze.

Resumo-Chave

A Síndrome de VKH é uma doença multissistêmica autoimune contra melanócitos, afetando olhos, orelha interna, meninges e pele.

Contexto Educacional

A Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) é uma panuveíte granulomatosa bilateral e difusa, mediada por linfócitos T que atacam antígenos associados aos melanócitos. É mais prevalente em indivíduos com maior pigmentação cutânea, como asiáticos, hispânicos e nativos americanos. As manifestações extraoculares são fundamentais para o diagnóstico diferencial. A perda auditiva neurossensorial e o zumbido são comuns na fase aguda. O tratamento precoce e agressivo com corticosteroides sistêmicos em altas doses (frequentemente pulsoterapia) é crucial para prevenir a perda visual permanente e controlar as manifestações sistêmicas da doença.

Perguntas Frequentes

Quais as fases clínicas da Síndrome de VKH?

A doença divide-se em quatro fases: 1. Prodrômica (sintomas gripais, cefaleia, meningismo); 2. Uveítica aguda (panuveíte bilateral, descolamento de retina exsudativo); 3. Convalescença (despigmentação ocular - 'sunset glow fundus' - e cutânea); 4. Crônica recorrente (uveíte anterior granulomatosa).

Quais os achados auditivos típicos na VKH?

Os pacientes frequentemente apresentam disacusia (perda auditiva neurossensorial), zumbido e, por vezes, vertigem. Esses sintomas ocorrem devido ao ataque autoimune aos melanócitos presentes na estria vascular da orelha interna.

Como é feito o diagnóstico de VKH?

O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios revisados: ausência de trauma ocular prévio, evidência de uveíte bilateral, sinais neurológicos/auditivos (como pleocitose no líquor ou disacusia) e sinais dermatológicos tardios (vitiligo, polioze).

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