CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
Os achados exemplificados abaixo estão presentes, mais provavelmente, em um paciente com:
Panuveíte bilateral + Descolamento seroso + Sintomas auditivos/neurológicos = Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada.
A VKH é uma desordem multissistêmica autoimune dirigida contra melanócitos, manifestando-se como uveíte difusa bilateral associada a alterações neurológicas, auditivas e cutâneas.
A Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é uma causa importante de uveíte em populações pigmentadas (latinos, asiáticos, indígenas). A fisiopatologia envolve uma resposta de células T citotóxicas contra antígenos de melanócitos. O reconhecimento precoce da fase exsudativa é vital para evitar complicações como glaucoma secundário, catarata e atrofia coriorretiniana.
A doença possui quatro fases: 1) Prodrômica (sintomas gripais, cefaleia, meningismo, zumbido); 2) Uveítica aguda (uveíte anterior e posterior, descolamentos serosos de retina); 3) Convalescença (despigmentação tegumentar como vitiligo e polioze, e o fundo de olho em 'brilho do pôr do sol'); 4) Crônica recorrente (episódios de uveíte anterior granulomatosa).
O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Sugiura revisados. Inclui a ausência de trauma ocular prévio, bilateralidade, achados fundoscópicos (descolamentos serosos), sinais neurológicos/auditivos (pleocitose no LCR, disacusia) e sinais cutâneos tardios. Exames como angiografia fluoresceínica e OCT auxiliam na fase aguda.
O tratamento baseia-se em corticoterapia sistêmica em altas doses (frequentemente pulsoterapia com metilprednisolona na fase aguda) seguida de desmame lento. Em casos graves, refratários ou para poupar corticoide, utilizam-se imunomoduladores como ciclosporina, azatioprina ou agentes biológicos (anti-TNF).
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