CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Na síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada o quadro ocular acontece sempre:
VKH: Fase ocular (uveítica) ocorre após as fases prodrômica (viral) e meníngea.
A Síndrome de VKH progride em estágios definidos: prodrômico, uveítico agudo, convalescença e recorrente crônico. O quadro ocular clássico surge após os sintomas neurológicos iniciais.
A Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é uma desordem autoimune multissistêmica mediada por células T contra antígenos de melanócitos. É mais prevalente em populações com pigmentação cutânea mais acentuada (asiáticos, hispânicos e nativos americanos). O diagnóstico precoce na fase uveítica aguda é crucial, pois o tratamento agressivo com corticosteroides sistêmicos em altas doses (frequentemente pulsoterapia) pode prevenir a progressão para a fase crônica recorrente e minimizar a perda visual permanente. A sequência temporal das fases é um marcador clínico importante para o diagnóstico diferencial com outras uveítes granulomatosas.
A fase prodrômica assemelha-se a uma infecção viral, com febre, cefaleia, mal-estar e sintomas meníngeos (pleocitose no líquor). Pode haver também sintomas auditivos como zumbido e disacusia nesta fase inicial.
Esta fase ocorre dias após os sintomas meníngeos. Caracteriza-se por baixa visual súbita bilateral, panuveíte granulomatosa e, classicamente, descolamentos serosos múltiplos da retina (exsudativos), além de hiperemia do disco óptico.
Semanas ou meses depois, ocorre a despigmentação da coroide (fundo em 'pôr do sol' ou sunset glow fundus) e manifestações tegumentares como vitiligo, polidose (cílios brancos) e alopecia.
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