Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada: Diagnóstico e Líquor

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

O que reforçaria o diagnóstico em pacientes com os seguintes achados evidenciados nos exames abaixo?

Alternativas

  1. A) Ausência de uveíte anterior.
  2. B) C-ANCA positivo.
  3. C) Infiltrado peri-hilar na radiografia de tórax.
  4. D) Pleocitose no líquor.

Pérola Clínica

Panuveíte bilateral + Pleocitose linfocitária no LCR → Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada.

Resumo-Chave

A pleocitose no líquor é um achado transitório fundamental para o diagnóstico da fase aguda da Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH).

Contexto Educacional

A Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é uma causa importante de uveíte inflamatória que exige diagnóstico diferencial com outras doenças granulomatosas (sarcoidose, sífilis, tuberculose). O reconhecimento dos sinais extraoculares e a utilização de exames complementares como a punção lombar, ultrassonografia ocular e angiografia fluoresceínica são determinantes para o manejo adequado e prevenção de cegueira.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH)?

A Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é uma doença multissistêmica autoimune mediada por células T que ataca melanócitos em diversos órgãos. Manifesta-se principalmente como uma panuveíte granulomatosa bilateral associada a manifestações neurológicas (meningismo, pleocitose no LCR), auditivas (tinnitus, disacusia) e tegumentares (vitiligo, poliose, alopecia). É mais comum em populações com maior pigmentação cutânea, como asiáticos, hispânicos e indígenas americanos.

Qual a importância da pleocitose no líquor para o diagnóstico de VKH?

A pleocitose linfocitária no líquido cefalorraquidiano (LCR) é um dos critérios diagnósticos para a Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada, ocorrendo tipicamente na fase prodrômica e na fase uveítica aguda. Ela reflete a inflamação das meninges, que também contêm melanócitos. Esse achado é transitório e tende a desaparecer em algumas semanas, por isso sua pesquisa deve ser feita precocemente. A presença de pleocitose ajuda a diferenciar a VKH de outras uveítes posteriores e panuveítes.

Quais são as fases clínicas da Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada?

A VKH evolui em quatro fases: 1) Prodrômica: sintomas pseudo-gripais, cefaleia e meningismo; 2) Uveítica Aguda: panuveíte bilateral com descolamentos de retina exsudativos multifocais; 3) Convalescença: despigmentação da coroide (aspecto de 'pôr do sol' ou sunset glow fundus) e sinais tegumentares como vitiligo; 4) Crônica Recorrente: episódios de uveíte anterior granulomatosa e complicações como catarata e glaucoma. O tratamento precoce com corticosteroides em altas doses é essencial.

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