AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Paciente de 50 anos faz acompanhamento de câncer de pulmão, foi levado pelos familiares à UPA com letargia, confusão mental e cefaleia após acordar pela manhã. Paciente encontra-se na décima sessão e quimioterapia e apresenta-se dispneico com edema de face. Com qual condição encontra-se esse paciente?
Câncer de pulmão + edema de face/pescoço + dispneia + sintomas neurológicos = suspeitar SVCS.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma emergência oncológica comum em pacientes com câncer de pulmão, caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo da veia cava superior, levando a edema facial, dispneia e sintomas neurológicos devido à congestão venosa.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma emergência oncológica que resulta da obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior, levando à congestão venosa na cabeça, pescoço e membros superiores. É uma complicação frequente em pacientes com câncer de pulmão, especialmente o de pequenas células. Os sintomas clássicos incluem edema facial e de pescoço (sinal de Pemberton), dispneia, tosse, e distensão das veias do pescoço e tórax. Sintomas neurológicos como cefaleia, tontura e confusão mental podem ocorrer devido ao aumento da pressão intracraniana. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada de tórax com contraste. O manejo da SVCS visa aliviar os sintomas e tratar a causa subjacente. Medidas de suporte incluem elevação da cabeceira e oxigenoterapia. O tratamento definitivo pode envolver radioterapia, quimioterapia (se o tumor for quimiossensível, como o câncer de pequenas células), ou a colocação de stent endovascular para restaurar o fluxo sanguíneo. É crucial o reconhecimento precoce para evitar complicações graves.
Os sintomas incluem edema de face, pescoço e membros superiores, dispneia, tosse, disfagia, e sintomas neurológicos como cefaleia, tontura e confusão mental, devido à congestão venosa.
A principal causa da SVCS em adultos é a compressão ou invasão da veia cava superior por tumores malignos, sendo o câncer de pulmão (especialmente de pequenas células) a etiologia mais comum, seguido por linfomas e metástases.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, elevação da cabeceira, oxigenoterapia e, se possível, confirmação diagnóstica por imagem (tomografia computadorizada). O tratamento definitivo depende da etiologia, mas pode incluir radioterapia, quimioterapia ou colocação de stent.
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