UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Paciente de 43 anos, que, há 4 anos, recebeu marca-passo por arritmia grave, apresenta falta de ar, edema facial e edema do membro superior direito, sem dor torácica. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
Marca-passo + dispneia, edema facial e de membro superior unilateral → Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) por obstrução.
A síndrome da veia cava superior (SVCS) é uma complicação conhecida de dispositivos intravasculares, como marca-passos cardíacos, que podem causar trombose ou fibrose na veia cava superior. Os sintomas clássicos incluem edema facial, edema de membros superiores (geralmente unilateral, no lado do implante), dispneia e distensão das veias do pescoço e tórax, devido à obstrução do fluxo venoso para o coração.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma condição clínica causada pela obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior (VCS), resultando em congestão venosa na cabeça, pescoço e membros superiores. Embora a causa mais comum seja malignidade (especialmente câncer de pulmão), dispositivos intravasculares como marca-passos cardíacos, cateteres venosos centrais e desfibriladores implantáveis são causas crescentes de SVCS benigna, devido à trombose ou fibrose induzida pelos dispositivos. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão hidrostática nas veias tributárias da VCS. O quadro clínico é caracterizado por edema facial, edema de pescoço e membros superiores (frequentemente unilateral, no lado do implante do dispositivo), dispneia, tosse, cefaleia e distensão das veias do pescoço e tórax. A presença de um marca-passo ou outro dispositivo intravascular no histórico do paciente deve levantar a forte suspeita de SVCS. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada de tórax com contraste, que pode identificar a localização e extensão da obstrução. O tratamento da SVCS depende da causa e da gravidade dos sintomas. Em casos de obstrução por trombose relacionada a dispositivos, a anticoagulação é frequentemente iniciada. Em casos mais graves ou persistentes, intervenções como angioplastia com colocação de stent ou remoção do dispositivo podem ser necessárias. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas da SVCS e correlacioná-los com a presença de dispositivos intravasculares para um diagnóstico e manejo precoces, evitando complicações graves.
Os sintomas clássicos da SVCS incluem edema facial, edema de pescoço e membros superiores (geralmente unilateral, no lado da obstrução), dispneia, tosse, disfagia e distensão das veias do pescoço e tórax. A cianose e a pletora facial também podem estar presentes.
Os eletrodos do marca-passo são inseridos nas veias subclávia ou cefálica e avançam até o coração, passando pela veia cava superior. A presença desses eletrodos pode irritar o endotélio vascular, levando à formação de trombos ou fibrose, que podem obstruir parcial ou totalmente a veia cava superior, causando a SVCS.
O diagnóstico da SVCS é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada de tórax com contraste ou venografia. O tratamento inicial visa aliviar os sintomas e pode incluir elevação da cabeceira, diuréticos, corticosteroides (se houver suspeita de malignidade) e anticoagulação. A intervenção definitiva pode envolver angioplastia com stent ou cirurgia para desobstrução.
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