USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem, 25 anos, notou há 3 meses edema de face ao acordar pela manhã, com melhora durante o dia. Há 1 mês, há piora gradual do edema, com extensão para o pescoço, sem melhora ao longo do dia, associado à hiperemia dessa região. Há 15 dias, refere dispneia, inicialmente aos grandes esforços, com piora gradual. Nega febre. Exame Físico: REG; eupneico; Saturação O2 em ar ambiente: 92%; edema e hiperemia em face, em pescoço e em região superior de tronco; distensão venosa em região cervical e torácica superior e sem outras alterações. Qual o diagnóstico mais provável?
Edema/hiperemia face/pescoço + distensão venosa cervical + dispneia → Síndrome da Veia Cava Superior.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é um conjunto de sinais e sintomas resultantes da obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior. A apresentação clássica inclui edema e hiperemia em face, pescoço e membros superiores, distensão das veias cervicais e torácicas, e dispneia, que se agrava progressivamente.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma constelação de sinais e sintomas que resultam da obstrução do fluxo sanguíneo através da veia cava superior (VCS). Embora possa ter causas benignas, é mais frequentemente associada a malignidades, sendo uma emergência oncológica comum. A compreensão de sua apresentação clínica e manejo é vital para residentes, pois o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a morbidade significativa e até mortalidade. A fisiopatologia envolve a compressão extrínseca da VCS por massas tumorais (como câncer de pulmão, linfoma) ou trombose intraluminal. Os sintomas se desenvolvem gradualmente e incluem edema facial e de pescoço, dispneia, tosse, cefaleia e tontura. Ao exame físico, são observados edema e hiperemia na face, pescoço e região superior do tronco, distensão das veias jugulares e torácicas superficiais, e circulação colateral. A saturação de oxigênio pode estar reduzida, e a dispneia pode progredir para insuficiência respiratória. A suspeita clínica é o primeiro passo, seguida por exames de imagem como a tomografia computadorizada de tórax com contraste para confirmar a obstrução e identificar a causa. O tratamento da SVCS é direcionado à causa subjacente, mas medidas de suporte são essenciais para aliviar os sintomas. Isso pode incluir elevação da cabeceira do leito, oxigenoterapia e, em alguns casos, diuréticos e corticosteroides. A radioterapia e a quimioterapia são frequentemente usadas para tratar a malignidade subjacente, e a colocação de stent na VCS pode ser considerada para alívio rápido da obstrução. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente a SVCS e iniciar o manejo adequado, garantindo a estabilização do paciente enquanto se investiga a etiologia.
Os principais sintomas incluem edema facial e de pescoço, dispneia, tosse e cefaleia. Os sinais incluem edema e hiperemia em face, pescoço e região superior do tronco, distensão das veias cervicais e torácicas superficiais, e circulação colateral na parede torácica.
As causas mais comuns são malignidades, especialmente câncer de pulmão (principalmente de pequenas células), linfoma e metástases. Causas não malignas incluem trombose relacionada a cateteres venosos centrais, fibrose mediastinal e bócio retroesternal.
O diagnóstico precoce é crucial porque a SVCS pode levar a complicações graves como edema cerebral, insuficiência respiratória e comprometimento hemodinâmico. O tratamento visa aliviar a obstrução e tratar a causa subjacente, sendo frequentemente uma emergência oncológica.
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