FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Qual a etiologia mais frequente como causa da síndrome de veia cava superior?
Câncer de pulmão = causa #1 de Síndrome da Veia Cava Superior (70-90% dos casos).
A SVCS decorre da compressão extrínseca ou invasão da veia cava superior, sendo as neoplasias malignas as principais causas atuais.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma condição clínica resultante da obstrução do fluxo sanguíneo através da veia cava superior para o átrio direito. Historicamente, infecções como a sífilis e a tuberculose eram causas comuns, mas hoje, as neoplasias malignas respondem por cerca de 90% dos casos. O carcinoma de pulmão (especialmente o de pequenas células e o adenocarcinoma) é o líder absoluto, seguido pelos linfomas não-Hodgkin. Na prática médica, a SVCS é considerada uma emergência oncológica relativa. Embora raramente cause morte imediata, a rapidez do diagnóstico é crucial para iniciar o tratamento específico. O aumento recente de dispositivos intravasculares, como cateteres de longa permanência, elevou a incidência de causas trombóticas benignas, mas o câncer de pulmão permanece como a resposta correta em contextos epidemiológicos e de provas.
Os pacientes apresentam-se tipicamente com edema de face e pescoço (edema em escravina), pletora facial, dilatação das veias do pescoço e tórax superior (circulação colateral) e dispneia. O sinal de Pemberton, caracterizado por congestão facial ao elevar os braços, é um achado clínico clássico que indica obstrução no estreito superior do tórax.
O diagnóstico inicial é clínico, mas a confirmação da obstrução e a busca pela causa base exigem exames de imagem, sendo a Tomografia de Tórax com contraste o padrão-ouro. Após identificar a massa mediastinal, a biópsia (por broncoscopia, mediastinoscopia ou punção por agulha fina) é essencial para definir o tratamento histológico específico.
O manejo inicial foca no alívio sintomático, incluindo elevação da cabeceira a 45 graus e oxigenoterapia se necessário. Em casos graves com edema cerebral ou de vias aéreas, corticoides e diuréticos podem ser usados. O tratamento definitivo depende da histologia, variando entre quimioterapia, radioterapia ou colocação de stent endovascular.
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