SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Homem de 70 anos, tabagista 60 anos/maço com quadro de tosse e hemoptoicos há cerca de 3 meses associado a perda de peso de 5kg. Procura o pronto-socorro por apresentar dispneia e piora da tosse há cerca de 5 dias. Ao exame, evidenciado edema de pescoço à direita, frequência respiratória de 26 incursões por minuto, saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente, ausculta pulmonar com redução do murmúrio vesicular em base direita, pressão arterial 160x100mmHg. Radiografia de tórax evidenciando alargamento do mediastino superior e derrame pleural a direita. Frente ao provável diagnóstico de base, além da oferta de oxigênio suplementar, qual a melhor conduta inicial?
SVCS por neoplasia → elevação cabeceira + diurético (furosemida) para alívio sintomático da congestão.
A Síndrome da Veia Cava Superior é uma emergência oncológica, frequentemente causada por câncer de pulmão. A conduta inicial visa aliviar os sintomas de congestão, como dispneia e edema, através da elevação da cabeceira e uso de diuréticos.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é uma emergência oncológica que ocorre devido à obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior, geralmente por compressão extrínseca de tumores mediastinais. É mais comum em pacientes com câncer de pulmão (cerca de 80% dos casos), linfoma e, menos frequentemente, por trombose. A importância clínica reside na rápida identificação e manejo para aliviar os sintomas e prevenir complicações graves. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sintomas como edema facial e cervical, dispneia, tosse e distensão das veias do pescoço e tórax. A radiografia de tórax pode mostrar alargamento mediastinal e derrame pleural. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão venosa acima da obstrução, levando à congestão e edema. A suspeita deve ser alta em pacientes tabagistas com histórico de neoplasia ou sintomas constitucionais. O tratamento inicial visa o alívio sintomático e inclui elevação da cabeceira para reduzir a pressão venosa, oxigenoterapia para dispneia e diuréticos (como furosemida) para diminuir o edema e a congestão. Corticosteroides podem ser úteis em casos de tumores sensíveis (linfoma, timoma) ou edema cerebral. O tratamento definitivo depende da etiologia e pode envolver radioterapia, quimioterapia ou colocação de stent.
Os sinais incluem edema de face, pescoço e membros superiores, dispneia, tosse, distensão das veias do pescoço e tórax, e cianose. A cefaleia e tontura também podem ocorrer.
Além de oxigênio suplementar, a conduta inicial envolve elevação da cabeceira para reduzir a pressão venosa, diuréticos (como furosemida) para diminuir o edema e, em alguns casos, corticosteroides para reduzir o edema tumoral.
A causa mais comum é a compressão extrínseca da veia cava superior por neoplasias malignas, como câncer de pulmão (especialmente de pequenas células), linfomas e, menos frequentemente, por trombose.
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