SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um homem de 67 anos de idade, tabagista de longa data, com alta carga tabágica (86 anos/maço), compareceu à consulta ambulatorial, relatando dispneia progressiva aos esforços, associada à piora da tosse, que já possuía cronicamente. Relatou que sua esposa vinha notando seu rosto mais avermelhado ultimamente, além de leve assimetria em membro superior direito, que foi constatada em seu exame físico. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é o de
SVCS: tabagista + dispneia + edema facial/pletora + assimetria MS → compressão VSC (neoplasia).
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é causada pela obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior, geralmente por compressão extrínseca de uma massa tumoral (mais comum câncer de pulmão em tabagistas). Os sintomas incluem dispneia, edema e pletora facial, e edema em membros superiores, que pode ser assimétrico.
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é um conjunto de sinais e sintomas resultantes da obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior (VCS). Embora possa ser causada por condições benignas (trombose, fibrose), em adultos, a etiologia mais comum é a compressão extrínseca por neoplasias malignas, principalmente o câncer de pulmão (cerca de 80% dos casos, com predomínio do carcinoma de pequenas células). É uma emergência oncológica que requer reconhecimento e manejo rápidos. Os sintomas clássicos incluem dispneia, tosse, edema facial e de membros superiores, pletora facial, distensão das veias do pescoço e tórax, e cefaleia. A assimetria em membros superiores sugere compressão unilateral ou mais acentuada. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e a identificação da causa subjacente são feitas por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de tórax com contraste, que visualiza a obstrução e a massa compressora. O tratamento da SVCS depende da etiologia e da gravidade dos sintomas. Em casos de malignidade, o tratamento visa a redução da massa tumoral através de radioterapia, quimioterapia ou ambos. Medidas de suporte incluem elevação da cabeceira do leito, oxigenoterapia e diuréticos para reduzir o edema. Em casos de trombose, pode-se considerar anticoagulação ou colocação de stent. O prognóstico está diretamente relacionado à doença de base.
Os sintomas incluem dispneia, tosse, edema e pletora facial, edema em pescoço e membros superiores, distensão das veias do pescoço e tórax, e cefaleia.
Em adultos, a principal causa é a compressão extrínseca da veia cava superior por neoplasias malignas, sendo o câncer de pulmão (especialmente de pequenas células) a etiologia mais comum.
O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem como radiografia de tórax, tomografia computadorizada (TC) de tórax com contraste, que demonstra a obstrução da veia cava superior e a causa subjacente.
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