Varicela na Gestação: Complicações Fetais e Manejo

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023

Enunciado

Exantemas de causa viral são extremamente frequentes na infância. Embora a maioria seja originária de doenças autolimitadas e benignas, alguns podem ser expressões de moléstias mais graves. Sobre as doenças exantemáticas, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Em casos de sarampo, deve-se aplicar a vacina até 72 horas após o contágio, e após esse período, até 6 dias, aplicar a imunoglobulina humana normal na dose de 0,25mL/kg em crianças imunossuprimidas.
  2. B) A adenomegalia é um achado marcante da roséola infantil, ou exantema súbito que pode anteceder em até 7 dias o exantema.
  3. C) A mononucleose infecciosa é considerada uma síndrome. O vírus Epstein-Barr é o responsável por cerca de 80% dos casos, sendo a erupção cutânea o sintoma mais frequente associado.
  4. D) A varicela quando acomete uma gestante, faz com que o feto possa sofrer as consequências, das quais as mais frequentes são focomelia, coriorretinite, meningoencefalite, lesões cicatriciais na pele, além de morte fetal e aborto.

Pérola Clínica

Varicela gestacional → Síndrome da Varicela Congênita: focomelia, coriorretinite, lesões cicatriciais, meningoencefalite.

Resumo-Chave

A varicela na gestação, especialmente no primeiro e início do segundo trimestre, pode levar à Síndrome da Varicela Congênita, com malformações graves como focomelia, coriorretinite, meningoencefalite e lesões cutâneas cicatriciais, além de risco de aborto e morte fetal.

Contexto Educacional

As doenças exantemáticas virais são um capítulo fundamental na pediatria e na medicina geral, dada sua alta prevalência na infância. Embora a maioria seja autolimitada, é crucial reconhecer as que podem ter desfechos graves, como o sarampo e a varicela. O conhecimento sobre profilaxia e manejo dessas condições é indispensável para a prática clínica e para as provas de residência. A varicela, ou catapora, é uma infecção viral altamente contagiosa causada pelo vírus Varicela-Zoster. Quando uma gestante não imune contrai varicela, o vírus pode atravessar a placenta e infectar o feto, resultando na Síndrome da Varicela Congênita. Esta síndrome é mais provável se a infecção materna ocorrer antes das 20 semanas de gestação e pode causar uma série de malformações graves. O diagnóstico precoce e a profilaxia adequada são cruciais. Para sarampo, a vacinação pós-exposição é eficaz até 72 horas, e a imunoglobulina humana é uma opção para grupos de risco até 6 dias. No caso da varicela em gestantes, a administração de imunoglobulina específica para varicela-zoster (VZIG) pode ser considerada em gestantes suscetíveis expostas, para tentar atenuar a doença materna e, consequentemente, o risco fetal. O manejo das complicações fetais é complexo e multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações fetais da varicela na gestação?

As principais complicações incluem a Síndrome da Varicela Congênita, caracterizada por focomelia, coriorretinite, meningoencefalite, lesões cicatriciais na pele, além de risco de aborto e morte fetal.

Qual o período de maior risco para o feto se a gestante contrair varicela?

O maior risco para o feto ocorre quando a infecção materna por varicela acontece no primeiro e início do segundo trimestre da gestação (até 20 semanas).

Como é feita a profilaxia pós-exposição para sarampo em contatos?

A vacina tríplice viral pode ser aplicada até 72 horas após o contato. Para imunocomprometidos ou gestantes expostas, a imunoglobulina humana normal é indicada até 6 dias após a exposição.

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