CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Paciente com ceratocone apresentou a síndrome de Urretz-Zavalia, após ser submetido à ceratoplastia penetrante de córnea. Seu quadro clínico mais provavelmente evidenciará:
Urretz-Zavalia = Midríase fixa e paralítica pós-ceratoplastia (especialmente em ceratocone).
É uma complicação rara pós-ceratoplastia caracterizada por pupila dilatada e não reagente, frequentemente associada à isquemia do esfíncter da íris.
A Síndrome de Urretz-Zavalia, embora rara hoje em dia devido a melhores técnicas de controle da pressão intraocular e uso parcimonioso de midriáticos, continua sendo uma complicação temida no transplante de córnea. Além do prejuízo estético, a midríase fixa causa fotofobia intensa e aberrações visuais que podem comprometer o resultado funcional da cirurgia. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da pupila dilatada que não responde ao teste de pilocarpina. O manejo é preventivo, focando no controle rigoroso da PIO pós-operatória e na evitação de midriáticos de longa duração em pacientes de alto risco, como aqueles com ceratocone avançado submetidos a ceratoplastia.
A síndrome é definida por uma midríase (dilatação pupilar) fixa, permanente e não reagente à luz ou a agentes mióticos, que ocorre no período pós-operatório imediato de cirurgias de córnea, classicamente na ceratoplastia penetrante para ceratocone. Pode vir acompanhada de atrofia de íris e glaucoma secundário.
Acredita-se que a causa principal seja a isquemia do esfíncter pupilar da íris. Isso pode ocorrer devido a picos de pressão intraocular elevada no pós-operatório, compressão da íris contra a periferia da córnea ou pelo uso prolongado de midriáticos potentes (como a atropina) em olhos predispostos, levando ao estrangulamento dos vasos irianos.
Embora possa ocorrer em outras condições, a síndrome foi descrita originalmente e é mais frequente em pacientes com ceratocone. Acredita-se que a anatomia peculiar do segmento anterior nesses pacientes, associada à necessidade frequente de midríase farmacológica no pós-operatório para evitar sinéquias, contribua para a vulnerabilidade da íris ao insulto isquêmico.
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