Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
As alterações anatômicas congênitas no sistema reprodutor feminino podem ser de origem genética, parada no desenvolvimento, exposição anormal a hormônios ou agressões ambientais. Entender a complexa embriologia normal auxilia muito no diagnóstico as possíveis associações com alterações genitourinárias e ao planejamento terapêutico. Sobre estas patologias, é CORRETO afirmar:
Síndrome de Turner (45,X) = disgenesia gonadal, amenorreia primária, baixa estatura, estigmas tardios na adolescência.
A Síndrome de Turner é uma cromossomopatia caracterizada pela ausência total ou parcial de um cromossomo X, resultando em disgenesia gonadal e amenorreia primária. Seus estigmas clássicos, como baixa estatura e genitália pré-puberal, podem se tornar evidentes apenas na adolescência, impactando o diagnóstico e manejo.
A Síndrome de Turner é uma cromossomopatia que afeta indivíduos do sexo feminino, caracterizada pela presença de um único cromossomo X (45,X) ou de um cromossomo X estruturalmente anormal. É a causa mais comum de disgenesia gonadal e amenorreia primária, com uma incidência de aproximadamente 1 em 2.500 nascidos vivos do sexo feminino. O entendimento de suas manifestações clínicas e genéticas é crucial para o diagnóstico precoce e o manejo adequado. Clinicamente, a Síndrome de Turner se manifesta com uma ampla gama de características, incluindo baixa estatura, pescoço alado, tórax em escudo, cúbito valgo, malformações cardíacas (coarctação da aorta, valva aórtica bicúspide) e renais (rim em ferradura). A disgenesia gonadal resulta em ovários em fita, levando à falência ovariana prematura, amenorreia primária e infertilidade. É importante notar que muitos desses estigmas podem se tornar mais evidentes apenas na adolescência, quando a ausência de desenvolvimento puberal se torna notória, atrasando o diagnóstico. O diagnóstico é confirmado pelo cariótipo. O tratamento envolve a reposição hormonal com estrogênio para induzir o desenvolvimento das características sexuais secundárias e prevenir a osteoporose, além de hormônio do crescimento para otimizar a estatura final. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para abordar as diversas comorbidades associadas, como problemas cardíacos, renais, tireoidianos e auditivos, garantindo uma melhor qualidade de vida para as pacientes.
Os principais achados incluem baixa estatura, disgenesia gonadal (ovários em fita), amenorreia primária, pescoço alado, tórax em escudo e malformações cardíacas ou renais.
O diagnóstico pode ser tardio porque alguns estigmas, como a baixa estatura e a amenorreia primária, tornam-se mais evidentes apenas durante a puberdade, quando a falta de desenvolvimento sexual secundário se manifesta.
A Síndrome de Turner é uma cromossomopatia (45,X) com disgenesia gonadal, enquanto a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser é uma anomalia Mülleriana com agenesia ou hipoplasia uterina e vaginal, mas com ovários funcionantes e cariótipo 46,XX.
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