Síndrome de Turner: Diagnóstico Ultrassonográfico e Achados

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020

Enunciado

O ovário rudimentar ou em fita, que ao ultrassom se apresenta como tubular, pequeno e de difícil definição, está associado a:

Alternativas

  1. A) Síndrome de Turner.
  2. B) Síndrome dos ovários resistentes.
  3. C) Síndrome de Klinenfelter.
  4. D) Síndrome de Rokitansky.

Pérola Clínica

Ovário em fita ou rudimentar ao USG → forte indício de Síndrome de Turner (45,X).

Resumo-Chave

A Síndrome de Turner é uma cromossomopatia caracterizada pela monossomia do cromossomo X (45,X), resultando em disgenesia gonadal. Os ovários não se desenvolvem adequadamente, apresentando-se como estruturas fibróticas ou "em fita", o que leva à insuficiência ovariana primária e amenorreia.

Contexto Educacional

A Síndrome de Turner é uma das cromossomopatias mais comuns em mulheres, afetando aproximadamente 1 em cada 2.500 nascidos vivos do sexo feminino. É caracterizada pela ausência total ou parcial de um dos cromossomos X, sendo o cariótipo 45,X o mais frequente. A importância clínica reside na ampla gama de manifestações, desde baixa estatura e disgenesia gonadal até anomalias cardíacas e renais, exigindo acompanhamento multidisciplinar. A fisiopatologia central da Síndrome de Turner envolve a disgenesia gonadal, onde os ovários não se desenvolvem além do estágio de "ovário em fita" ou rudimentar, sem folículos funcionais. Isso resulta em insuficiência ovariana primária, levando à amenorreia primária, ausência de caracteres sexuais secundários e infertilidade. O diagnóstico pode ser suspeitado por achados clínicos e confirmado por cariótipo. Ao ultrassom, a visualização de ovários pequenos, tubulares ou em fita é um forte indicativo. O tratamento é focado no manejo das manifestações clínicas, incluindo terapia de reposição hormonal para indução da puberdade e manutenção dos caracteres sexuais secundários, hormônio do crescimento para baixa estatura e acompanhamento de anomalias cardíacas e renais. O prognóstico é variável e depende da gravidade das comorbidades, mas a detecção precoce e o manejo adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados ultrassonográficos típicos dos ovários na Síndrome de Turner?

Na Síndrome de Turner, os ovários frequentemente se apresentam como estruturas rudimentares, em forma de fita, pequenas e de difícil visualização ao ultrassom, refletindo a disgenesia gonadal.

Qual a causa genética da Síndrome de Turner e como ela afeta os ovários?

A Síndrome de Turner é causada pela monossomia do cromossomo X (cariótipo 45,X), levando à disgenesia gonadal, onde os ovários não se desenvolvem adequadamente, resultando em insuficiência ovariana primária.

Quais outras manifestações clínicas são comuns na Síndrome de Turner?

Além da amenorreia primária e infertilidade devido à disgenesia gonadal, pacientes com Síndrome de Turner podem apresentar baixa estatura, pescoço alado, tórax em escudo, cúbito valgo e cardiopatias congênitas.

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