Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
O ovário rudimentar ou em fita, que ao ultrassom se apresenta como tubular, pequeno e de difícil definição, está associado a:
Ovário em fita ou rudimentar ao USG → forte indício de Síndrome de Turner (45,X).
A Síndrome de Turner é uma cromossomopatia caracterizada pela monossomia do cromossomo X (45,X), resultando em disgenesia gonadal. Os ovários não se desenvolvem adequadamente, apresentando-se como estruturas fibróticas ou "em fita", o que leva à insuficiência ovariana primária e amenorreia.
A Síndrome de Turner é uma das cromossomopatias mais comuns em mulheres, afetando aproximadamente 1 em cada 2.500 nascidos vivos do sexo feminino. É caracterizada pela ausência total ou parcial de um dos cromossomos X, sendo o cariótipo 45,X o mais frequente. A importância clínica reside na ampla gama de manifestações, desde baixa estatura e disgenesia gonadal até anomalias cardíacas e renais, exigindo acompanhamento multidisciplinar. A fisiopatologia central da Síndrome de Turner envolve a disgenesia gonadal, onde os ovários não se desenvolvem além do estágio de "ovário em fita" ou rudimentar, sem folículos funcionais. Isso resulta em insuficiência ovariana primária, levando à amenorreia primária, ausência de caracteres sexuais secundários e infertilidade. O diagnóstico pode ser suspeitado por achados clínicos e confirmado por cariótipo. Ao ultrassom, a visualização de ovários pequenos, tubulares ou em fita é um forte indicativo. O tratamento é focado no manejo das manifestações clínicas, incluindo terapia de reposição hormonal para indução da puberdade e manutenção dos caracteres sexuais secundários, hormônio do crescimento para baixa estatura e acompanhamento de anomalias cardíacas e renais. O prognóstico é variável e depende da gravidade das comorbidades, mas a detecção precoce e o manejo adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida.
Na Síndrome de Turner, os ovários frequentemente se apresentam como estruturas rudimentares, em forma de fita, pequenas e de difícil visualização ao ultrassom, refletindo a disgenesia gonadal.
A Síndrome de Turner é causada pela monossomia do cromossomo X (cariótipo 45,X), levando à disgenesia gonadal, onde os ovários não se desenvolvem adequadamente, resultando em insuficiência ovariana primária.
Além da amenorreia primária e infertilidade devido à disgenesia gonadal, pacientes com Síndrome de Turner podem apresentar baixa estatura, pescoço alado, tórax em escudo, cúbito valgo e cardiopatias congênitas.
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