Síndrome do Túnel do Carpo e Epicondilite Lateral: Diagnóstico

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Homem, 45 anos, trabalhador de uma oficina de reparos e pintura de veículos, comparece em Unidade Básica de Saúde referindo dores no epicôndilo direito há 6 meses e formigamento no 3º e 4º dedos da mão direita, com perda de força ao segurar objetos há dois meses. Após visita no local de trabalho, a equipe de saúde da família constatou haver nexo do quadro clínico com as atividades de lixamento e polimento desenvolvidas pelo paciente. Quais as hipóteses diagnósticas?

Alternativas

  1. A) Síndrome do túnel do carpo e epicondilite medial direita.
  2. B) Bursite e epicondilite lateral direita.
  3. C) Tendinite e epicondilite medial direita.
  4. D) Síndrome do túnel do carpo e epicondilite lateral direita.

Pérola Clínica

Dor epicôndilo lateral + formigamento 3º/4º dedos + perda de força = epicondilite lateral e síndrome do túnel do carpo.

Resumo-Chave

A epicondilite lateral (cotovelo de tenista) é comum em atividades de extensão e supinação repetitivas, como lixamento. O formigamento e perda de força na mão, especialmente nos dedos medial e anelar, sugerem compressão do nervo mediano na síndrome do túnel do carpo, frequentemente associada a movimentos repetitivos de punho.

Contexto Educacional

A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) e a Epicondilite Lateral são duas das doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT) mais prevalentes, impactando significativamente a qualidade de vida e a capacidade laboral. A STC é uma neuropatia compressiva do nervo mediano no punho, enquanto a epicondilite lateral é uma tendinopatia dos extensores do punho na origem do epicôndilo lateral do úmero. Ambas são frequentemente associadas a movimentos repetitivos e sobrecarga mecânica, sendo cruciais para a prática clínica e provas de residência médica. O diagnóstico da STC baseia-se na clínica de parestesias e dor na distribuição do nervo mediano, com testes de Phalen e Tinel positivos. A epicondilite lateral é diagnosticada pela dor à palpação do epicôndilo lateral e dor exacerbada pela extensão resistida do punho. A história ocupacional é fundamental para estabelecer o nexo causal. A ultrassonografia pode auxiliar na confirmação e exclusão de outros diagnósticos diferenciais. O tratamento inicial para ambas as condições é conservador, incluindo repouso, órteses, fisioterapia e anti-inflamatórios. Em casos refratários, infiltrações com corticosteroides ou cirurgia podem ser indicadas. A prevenção primária, com ergonomia e pausas no trabalho, é essencial para reduzir a incidência dessas condições em populações de risco, como trabalhadores de oficina.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da síndrome do túnel do carpo?

Os principais sintomas incluem formigamento, dormência e dor nos dedos polegar, indicador, médio e metade radial do anelar, além de fraqueza na mão e dificuldade para segurar objetos, especialmente à noite ou após atividades repetitivas.

Como diferenciar epicondilite lateral de medial?

A epicondilite lateral (cotovelo de tenista) causa dor na face externa do cotovelo, piorando com extensão do punho e supinação. A epicondilite medial (cotovelo de golfista) causa dor na face interna, piorando com flexão do punho e pronação.

Qual a relação entre atividades laborais e essas condições?

Atividades que envolvem movimentos repetitivos, força excessiva, posturas inadequadas ou vibração, como lixamento e polimento, são fatores de risco significativos para o desenvolvimento de síndromes compressivas e tendinopatias como a síndrome do túnel do carpo e a epicondilite.

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