UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Mulher, 30a, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com formigamento e dor em mão direita especialmente os três primeiros dedos, sem atingir a palma, irradiada para o punho, cotovelo e, eventualmente, ombro há três meses. A sensação é pior à noite, chegando a acordar, e aliviada ao chacoalhar a mão. Trabalha como caixa de supermercado, oito períodos por semana, além de fazer faxina na própria casa. Relata que não dispõe de pausas durante o trabalho, recebe um adicional por velocidade no atendimento e não tem rodízio de função. Tem sido medicada com anti-inflamatório não esteroide há dois meses. Exame físico: membros superiores: boa mobilidade e flexibilidade, sem dor localizada, refere dor e parestesia, semelhante a que sente nos testes de Tinel e Phalen. Assinale a CORRETA:
STC ocupacional → investigar condições de trabalho e intervir na ergonomia para prevenção.
A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é frequentemente associada a atividades laborais repetitivas. A abordagem não deve se limitar ao tratamento individual, mas incluir a identificação e modificação dos fatores de risco ocupacionais, como falta de pausas e ritmo de trabalho excessivo, para prevenir novos casos e recorrências.
A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é a neuropatia compressiva mais comum, afetando o nervo mediano no punho. É uma condição prevalente, especialmente em populações que realizam trabalhos manuais repetitivos, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para médicos da atenção primária e especialistas. Os sintomas incluem dor, formigamento e dormência na distribuição do nervo mediano, frequentemente pior à noite. O diagnóstico é clínico, com testes de Tinel e Phalen positivos, e pode ser confirmado por eletroneuromiografia. Quando associada a atividades laborais, como no caso de caixas de supermercado, é classificada como Doença Relacionada ao Trabalho (DORT/LER). O manejo da STC ocupacional vai além do tratamento sintomático. É crucial identificar e modificar os fatores de risco no ambiente de trabalho, como a falta de pausas, ritmo de trabalho intenso e ausência de rodízio de funções. Intervenções ergonômicas e a conscientização sobre saúde do trabalhador são essenciais para a prevenção primária e secundária, visando a redução da incidência e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.
Os sintomas clássicos incluem parestesia (formigamento), dor e dormência nos três primeiros dedos e metade radial do quarto dedo, frequentemente pior à noite e aliviada ao chacoalhar a mão.
É considerada ocupacional quando há exposição a fatores de risco no trabalho, como movimentos repetitivos, posturas inadequadas, força excessiva e vibração, que contribuem para a compressão do nervo mediano.
Pausas regulares e rodízio de função reduzem a exposição cumulativa a movimentos repetitivos e posturas viciosas, diminuindo o estresse sobre o punho e o nervo mediano, prevenindo o desenvolvimento da STC.
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