Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
A síndrome de transfusão gêmeo a gêmeo (ou feto-fetal) é patologia ominosa que tem taxa de mortalidade perinatal de aproximadamente:
STGG (feto-fetal) é patologia ominosa em gestação monocoriônica, com mortalidade perinatal de ~70% sem tratamento.
A Síndrome de Transfusão Gêmeo a Gêmeo (STGG) é uma complicação grave de gestações monocoriônicas devido a anastomoses vasculares desequilibradas. Sem tratamento, a taxa de mortalidade perinatal é extremamente alta, podendo chegar a 70-100%, tornando-a uma condição de alto risco.
A Síndrome de Transfusão Gêmeo a Gêmeo (STGG), também conhecida como Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), é uma das complicações mais graves e desafiadoras das gestações gemelares monocoriônicas. Sua compreensão é vital para obstetras e residentes, dada a alta morbimortalidade associada. A condição surge de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, levando a uma transfusão crônica de sangue de um feto (doador) para o outro (receptor). Fisiopatologicamente, o feto doador desenvolve hipovolemia, anemia, restrição de crescimento, oligodrâmnio e disfunção cardíaca. Em contraste, o feto receptor sofre de hipervolemia, policitemia, hidropsia, polidrâmnio e insuficiência cardíaca. Sem intervenção, a STGG é uma patologia ominosa, com taxas de mortalidade perinatal que podem atingir aproximadamente 70% a 100%, dependendo da gravidade e do estágio da síndrome no momento do diagnóstico, tornando-a uma das principais causas de perda fetal em gestações gemelares monocoriônicas. O diagnóstico precoce, geralmente realizado por ultrassonografia com Doppler, é crucial. O tratamento de escolha para casos graves é a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que visa equalizar o fluxo sanguíneo entre os fetos. Embora o tratamento melhore significativamente as taxas de sobrevida e reduza a morbidade, a STGG continua sendo uma condição de alto risco que exige monitoramento intensivo e manejo especializado. A conscientização sobre sua gravidade e as opções terapêuticas é fundamental para otimizar os resultados perinatais.
A STGG é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas (que compartilham a mesma placenta), onde há um desequilíbrio no fluxo sanguíneo através de anastomoses vasculares placentárias. Isso resulta em um feto doador (hipovolêmico, anêmico) e um feto receptor (hipervolêmico, policitêmico), levando a complicações graves para ambos.
Sem tratamento, a Síndrome de Transfusão Gêmeo a Gêmeo é uma condição ominosa com uma taxa de mortalidade perinatal extremamente alta, que pode variar de 70% a 100%, dependendo da gravidade e do estágio da síndrome no momento do diagnóstico.
A principal opção de tratamento para a STGG é a fotocoagulação a laser das anastomoses vasculares placentárias, que visa interromper a comunicação sanguínea desequilibrada. Com o tratamento, as taxas de sobrevida de pelo menos um feto melhoram significativamente, embora ainda existam riscos de morbidade e mortalidade.
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