HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Na síndrome de transfusão gêmelo-gemelar, é correto afirmar que:
STGG = discordância de LA (receptor > 8cm, doador < 2cm) + gêmeos monocoriônicos.
A Síndrome de Transfusão Gêmelo-Gemelar (STGG) é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas, caracterizada por desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, sendo a discordância no volume de líquido amniótico um critério chave: polidrâmnio no receptor e oligodrâmnio no doador.
A Síndrome de Transfusão Gêmelo-Gemelar (STGG) é uma complicação grave e específica de gestações gemelares monocoriônicas (com uma única placenta), afetando 10-15% dessas gestações. Ela resulta de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta, levando a uma transfusão crônica de sangue de um feto (doador) para o outro (receptor). Se não tratada, a STGG tem alta morbimortalidade perinatal, podendo levar à morte de um ou ambos os fetos. Fisiopatologicamente, o gêmeo doador sofre de hipovolemia, anemia, restrição de crescimento, oligúria e oligodrâmnio. Em contraste, o gêmeo receptor desenvolve hipervolemia, policitemia, poliúria, polidrâmnio e sobrecarga cardíaca, que pode evoluir para hidropisia e insuficiência cardíaca. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, sendo a discordância de líquido amniótico o critério mais importante, conforme a classificação de Quintero. O tratamento da STGG varia conforme o estágio da doença, mas a fotocoagulação a laser das anastomoses vasculares placentárias é a terapia de escolha para os estágios mais avançados, com o objetivo de interromper a comunicação vascular e equilibrar o fluxo sanguíneo. Outras opções incluem amniocentese de alívio e septostomia. Para residentes, é vital o reconhecimento precoce da STGG e a compreensão de suas implicações para o manejo da gestação gemelar monocoriônica.
Os principais sinais incluem a discordância significativa no volume de líquido amniótico (bolsão > 8 cm no receptor e < 2 cm no doador), além de discordância de tamanho da bexiga fetal e sinais de insuficiência cardíaca no receptor.
O gêmeo doador é hipovolêmico, anêmico, com restrição de crescimento intrauterino (CIUR), oligúria e oligodrâmnio. Ele "doa" sangue para o receptor através das anastomoses vasculares placentárias.
O gêmeo receptor é hipervolêmico, policitêmico, com poliúria, polidrâmnio e pode desenvolver cardiomegalia, hidropisia e insuficiência cardíaca devido à sobrecarga de volume.
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