Síndrome de Transfusão Feto-Fetal: Fisiopatologia e Shunts

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Em gestação gemelar diamniótica, onde foi feito o diagnóstico de síndrome de transfusão feto-fetal, o shunt envolvido frequentemente é:

Alternativas

  1. A) Arteriovenoso.
  2. B) Venovenoso.
  3. C) Linfovenoso.
  4. D) Arterioarterial.

Pérola Clínica

STFF em gestação gemelar monocoriônica → desequilíbrio de fluxo sanguíneo via anastomoses arteriovenosas.

Resumo-Chave

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas (compartilham a mesma placenta). Ela ocorre devido a um desequilíbrio no fluxo sanguíneo através de anastomoses vasculares placentárias, sendo o shunt arteriovenoso o tipo mais frequentemente envolvido, levando a um feto doador (oligodrâmnio) e um feto receptor (polidrâmnio).

Contexto Educacional

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e potencialmente letal que afeta gestações gemelares monocoriônicas, ou seja, aquelas em que os gêmeos compartilham a mesma placenta. A fisiopatologia central da STFF reside na presença de anastomoses vasculares na superfície placentária que conectam as circulações dos dois fetos. Embora todos os gêmeos monocoriônicos possuam essas anastomoses, a STFF ocorre quando há um desequilíbrio significativo no fluxo sanguíneo através delas. Os shunts vasculares podem ser arteriovenosos (AV), arterioarteriais (AA) ou venovenosos (VV). Os shunts arteriovenosos são os mais importantes na patogênese da STFF, pois permitem um fluxo unidirecional de sangue de um feto para o outro. Quando esses shunts são desequilibrados, um feto (o doador) perde sangue para o outro (o receptor). O feto doador torna-se hipovolêmico, oligúrico e desenvolve oligodrâmnio, enquanto o feto receptor torna-se hipervolêmico, poliúrico e desenvolve polidrâmnio, com sobrecarga cardíaca e risco de hidropsia. O diagnóstico precoce da STFF é feito por ultrassonografia, que revela a discrepância de volume de líquido amniótico e outras alterações fetais. O tratamento pode variar desde o manejo expectante em casos leves até a terapia a laser para coagulação das anastomoses placentárias em casos mais graves, visando equilibrar o fluxo sanguíneo entre os fetos e melhorar o prognóstico. O conhecimento aprofundado da STFF é crucial para residentes em obstetrícia e neonatologia, dada a sua complexidade e o impacto significativo na morbimortalidade perinatal.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) e em que tipo de gestação ela ocorre?

A STFF é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas (que compartilham uma única placenta), caracterizada por um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos, resultando em um feto doador (hipovolêmico, oligúrico) e um feto receptor (hipervolêmico, poliúrico).

Quais tipos de anastomoses vasculares placentárias estão envolvidas na STFF?

A STFF é causada por anastomoses vasculares na placenta, sendo os shunts arteriovenosos (AV) os mais importantes e frequentemente desequilibrados, permitindo o fluxo unidirecional de sangue de um feto para o outro. Anastomoses arterioarteriais (AA) e venovenosas (VV) também podem existir, mas os AV são cruciais na fisiopatologia da STFF.

Como a STFF afeta os fetos doador e receptor?

O feto doador sofre de hipovolemia, oligúria e oligodrâmnio, podendo apresentar restrição de crescimento e anemia. O feto receptor desenvolve hipervolemia, poliúria, polidrâmnio, cardiomegalia e hidropsia, com risco de insuficiência cardíaca.

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