STFF: Entenda a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

A síndrome de transfusão feto-fetal em gestão dupla implica, necessariamente, que seja:

Alternativas

  1. A) Monocoriônica.
  2. B) Biamniótica.
  3. C) Monocoriônica e monoaminiótica.
  4. D) Dicoriônica.
  5. E) Dicoriônica e monoamniótica.

Pérola Clínica

STFF ocorre APENAS em gestações monocoriônicas devido a anastomoses vasculares placentárias.

Resumo-Chave

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e exclusiva de gestações gemelares monocoriônicas. Ela ocorre devido à presença de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, que levam a um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos.

Contexto Educacional

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e potencialmente letal que afeta gestações gemelares. É crucial para estudantes e profissionais de medicina entenderem que a STFF é uma condição exclusiva de gestações monocoriônicas, ou seja, aquelas em que os gêmeos compartilham uma única placenta. A incidência varia de 10% a 15% das gestações monocoriônicas. A fisiopatologia da STFF reside na presença de anastomoses vasculares na placenta monocoriônica, que permitem a comunicação sanguínea entre os dois fetos. Um desequilíbrio nesse fluxo, com um feto (doador) perfundindo o outro (receptor), leva a consequências graves. O feto doador desenvolve oligúria, oligodramnia e restrição de crescimento, enquanto o feto receptor apresenta poliúria, polidramnia, cardiomegalia e hidropsia. O diagnóstico da STFF é feito por ultrassonografia, que detecta os sinais de desequilíbrio volêmico e de crescimento. O manejo depende do estágio da síndrome e da idade gestacional, podendo variar desde o monitoramento rigoroso até intervenções intrauterinas complexas, como a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são fundamentais para melhorar o prognóstico desses gêmeos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais ultrassonográficos da STFF?

Os sinais incluem polidramnia no receptor e oligodramnia no doador, diferença de tamanho da bexiga fetal, restrição de crescimento intrauterino no doador e hidropsia fetal no receptor.

Por que a STFF ocorre apenas em gestações monocoriônicas?

A STFF exige uma placenta compartilhada com anastomoses vasculares inter-fetais, que são características das gestações monocoriônicas. Essas conexões permitem o desequilíbrio de fluxo sanguíneo entre os fetos.

Qual o tratamento principal para a STFF grave?

O tratamento de escolha para STFF grave (estágios II a IV) é a fotocoagulação a laser das anastomoses vasculares placentárias, que visa interromper a comunicação e equilibrar o fluxo sanguíneo entre os fetos.

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