Síndrome de Transfusão Feto-Fetal: Diagnóstico e Manejo
Centro Universitário do Espírito Santo - UNESC Colatina — Prova 2018
Enunciado
Sabemos que gestação múltipla é aquela que resulta do desenvolvimento intrauterino de mais de um zigoto ou da divisão do mesmo zigoto. Na atualidade observamos um aumento na taxa de gestações multifetais, principalmente devido ao emprego de terapias de infertilidade que se iniciaram na década de 1980. Tal gestação está associada a um aumento de riscos para a mãe e o filho, como nascimento pré-termo, comprometendo a sobrevida neonatal e aumentando o risco de incapacidades permanentes, além de maior incidência de pré-eclâmpsia, hemorragia pós-parto e morte materna. Sobre as gestações múltiplas é correto afirmar:
Alternativas
A) Em gestações gemelares, nas quais o primeiro gêmeo esta pélvico e o segundo cefálico, devemos dar preferência ao parto vaginal para nascimento de ambos.
B) Para que uma gestação gemelar dê origem a gêmeos acolados é preciso que a divisão do zigoto ocorra nas primeiras 72 horas após a fecundação.
C) A determinação da corionicidade é importante e pode ser realizada por ultrassonografia. Gestações monocoriônicas apresentam membrana divisória espessa com “sinal de lambda”, enquanto as gestações dicoriônicas apresentam membrana divisória fina e relação entre as membranas e a placenta com ângulo reto denominado “sinal do T”
D) Embora sabidamente a gestação múltipla aumente o risco de várias complicações maternas e fetais, as taxas de abortamento espontâneo e malformações congênitas são idênticas em gestações múltiplas e de fetos únicos.
E) Uma complicação de gestações monocoriônicas é a Síndrome de transfusão feto–fetal, na qual encontramos um feto doador anêmico, com crescimento restrito e pele pálida, enquanto o feto receptor apresenta-se pletórico, com policitemia e sobrecarga volêmica que pode se manifestar com insuficiência cardíaca e hidropsia.
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