Síndrome de Transfusão Feto-Fetal: Diagnóstico e Manejo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Com relação à gemelidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A gemelidade dizigótica ocorre ao acaso e tem uma frequência de 1 para 200 casos.
  2. B) A tendência familiar refere-se aos casos de gemelidade monozigótica.
  3. C) A síndrome de transfusão feto-fetal acomete tanto as gestações monozigóticas como as dizigóticas, na dependência da corionicidade.
  4. D) Nos casos de síndrome de transfusão feto-fetal, uma observação que corrobora no diagnóstico é o encontro de bexiga vazia em um dos fetos e de bexiga cheia no outro.
  5. E) Com uso de corticoide e betamiméticos, a prematuridade deixou de ser um problema na gemelidade.

Pérola Clínica

STFF → feto doador (bexiga vazia, oligoidrâmnio) e feto receptor (bexiga cheia, polidrâmnio).

Resumo-Chave

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, onde há anastomoses vasculares desequilibradas na placenta. O diagnóstico é corroborado pela diferença na função renal e volume de líquido amniótico entre os fetos, com o doador apresentando bexiga vazia e oligoidrâmnio, e o receptor, bexiga cheia e polidrâmnio.

Contexto Educacional

A gemelidade, especialmente a monocoriônica, apresenta riscos obstétricos significativos, sendo a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) uma das complicações mais graves. A STFF afeta cerca de 10-15% das gestações monocoriônicas e é uma das principais causas de morbimortalidade perinatal nesses casos. A compreensão de sua fisiopatologia e diagnóstico precoce é crucial para a intervenção e melhora dos resultados. A fisiopatologia da STFF envolve anastomoses vasculares desequilibradas na placenta monocoriônica, resultando em um feto doador (hipovolêmico, oligúrico, com restrição de crescimento e oligoidrâmnio) e um feto receptor (hipervolêmico, poliúrico, com cardiomegalia e polidrâmnio). O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, com a observação da diferença de volume de líquido amniótico e do tamanho da bexiga fetal sendo achados-chave. O manejo da STFF varia conforme o estágio e a gravidade, podendo incluir desde a observação cuidadosa até intervenções mais invasivas como a fetoscopia com coagulação a laser das anastomoses. O prognóstico é melhorado com o diagnóstico precoce e a intervenção adequada, mas a prematuridade e as sequelas neurológicas ainda são preocupações importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais ultrassonográficos da Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF)?

Os principais sinais incluem a presença de polidrâmnio no saco do feto receptor e oligoidrâmnio no saco do feto doador, além de diferenças no tamanho das bexigas fetais e restrição de crescimento no doador.

Em que tipo de gestação gemelar a STFF ocorre e por quê?

A STFF ocorre exclusivamente em gestações monocoriônicas, pois é causada por anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, que levam à transfusão de sangue de um feto para o outro.

Qual a importância da avaliação da bexiga fetal no diagnóstico da STFF?

A bexiga fetal é um indicador crucial da função renal e do volume urinário fetal. No feto doador, a bexiga tende a ser pequena ou vazia devido ao oligoidrâmnio, enquanto no receptor, a bexiga é frequentemente grande e cheia devido ao polidrâmnio.

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