STFF: Diagnóstico e Tratamento com Laser Fetoscópico

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a síndrome da transfusão feto-fetal (STFF) na gestação gemelar, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) É mais bem tratada através de coagulação fetoscópica a laser das anastomoses vasculares placentárias.
  2. B) É sempre causada por um desequilíbrio nas quantidades de líquido amniótico de cada feto.
  3. C) É uma complicação frequente das gestações monocoriônicas monoamnióticas.
  4. D) É grave se a polidramnia do receptor exceder 8 cm pela técnica do maior bolsão vertical (MBV), após 20 semanas de gestação, e o gêmeo doador apresentar menos de 2 cm pela técnica do MBV.
  5. E) Caracteriza-se por um gêmeo doador pletórico que transfundiu sangue para um gêmeo receptor anêmico.

Pérola Clínica

STFF grave → coagulação a laser das anastomoses placentárias é o tratamento de escolha.

Resumo-Chave

A STFF é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, resultante de anastomoses vasculares desequilibradas. O tratamento definitivo para casos graves envolve a interrupção dessas comunicações por laser fetoscópico, visando equilibrar o fluxo sanguíneo entre os fetos.

Contexto Educacional

A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e específica de gestações gemelares monocoriônicas, afetando cerca de 10-15% dessas gestações. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade fetal se não tratada, sendo uma das principais causas de perda gestacional e sequelas neurológicas em gêmeos monocoriônicos. Compreender a STFF é crucial para o manejo adequado dessas gestações de alto risco. A fisiopatologia da STFF envolve anastomoses vasculares desequilibradas na placenta monocoriônica, que resultam em um fluxo sanguíneo unidirecional de um feto (doador) para o outro (receptor). O doador desenvolve oligodramnia, anemia e restrição de crescimento, enquanto o receptor apresenta polidramnia, policitemia e sobrecarga cardíaca. O diagnóstico é ultrassonográfico, utilizando os critérios de volume de líquido amniótico e o estadiamento de Quintero para avaliar a gravidade. O tratamento da STFF grave (estágios II-IV) é a coagulação fetoscópica a laser das anastomoses vasculares placentárias, que visa interromper a comunicação vascular e equilibrar o fluxo sanguíneo entre os fetos. Outras opções, como amniodrenagem seriada, são menos eficazes. O prognóstico depende do estágio ao diagnóstico e da prontidão do tratamento, sendo fundamental o acompanhamento pré-natal rigoroso.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF)?

A STFF é diagnosticada em gestações monocoriônicas pela presença de oligodramnia no gêmeo doador (maior bolsão vertical < 2 cm) e polidramnia no gêmeo receptor (maior bolsão vertical > 8 cm antes de 20 semanas ou > 10 cm após 20 semanas).

Por que a coagulação a laser é o tratamento de escolha para STFF grave?

A coagulação a laser das anastomoses vasculares placentárias é o tratamento de escolha porque aborda a causa subjacente da STFF, que é o desequilíbrio de fluxo sanguíneo através dessas comunicações, buscando restaurar o equilíbrio circulatório entre os fetos.

Quais são os estágios da STFF segundo a classificação de Quintero?

A classificação de Quintero estagia a STFF de I a V, baseando-se em achados ultrassonográficos como volume de líquido amniótico, enchimento vesical do doador, fluxo Doppler e sinais de hidropsia fetal, sendo o estágio V o óbito de um ou ambos os fetos.

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