IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
A síndrome de transfusão feto-fetal é evento raro em gestações gemelares e pode ser letal para ambos os fetos, tanto para o dito receptor, como para o chamado de doador. Essa condição pode ocorrer:
STFF = complicação exclusiva de gestações gemelares monocoriônicas devido a anastomoses vasculares.
A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e potencialmente letal que ocorre exclusivamente em gestações gemelares monocoriônicas. Isso se deve à presença de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, que levam a um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos.
A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma das complicações mais graves e específicas das gestações gemelares monocoriônicas, que ocorrem em aproximadamente 10-15% dessas gestações. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade para ambos os fetos se não for diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado. A STFF é causada pela presença de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, que permitem a passagem de sangue de um feto (doador) para o outro (receptor). O feto doador desenvolve hipovolemia, anemia, oligodrâmnio e restrição de crescimento, enquanto o feto receptor apresenta hipervolemia, policitemia, polidrâmnio e sobrecarga cardíaca, que pode evoluir para hidropsia e insuficiência cardíaca. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, avaliando a diferença de volume de líquido amniótico e o tamanho das bexigas fetais. O manejo da STFF pode variar desde o acompanhamento rigoroso em casos leves até intervenções mais invasivas, como a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que é o tratamento de escolha para casos moderados a graves. Para residentes, é crucial saber que a STFF é uma condição exclusiva de gestações monocoriônicas e que a identificação precoce dos sinais ultrassonográficos é vital para o prognóstico fetal. A diferenciação entre gestações monocoriônicas e dicoriônicas no primeiro trimestre é um passo essencial para o rastreamento de complicações como a STFF.
A STFF é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas, onde há um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos através de anastomoses vasculares na placenta compartilhada. Um feto (doador) transfunde sangue para o outro (receptor), levando a oligodrâmnio e restrição de crescimento no doador, e polidrâmnio e cardiomegalia no receptor.
A STFF é exclusiva de gestações monocoriônicas porque estas compartilham uma única placenta, o que permite a formação de anastomoses vasculares entre as circulações dos dois fetos. Em gestações dicoriônicas, cada feto possui sua própria placenta, impedindo essa comunicação vascular.
Para o feto doador, as consequências incluem restrição de crescimento, anemia, oligodrâmnio e disfunção cardíaca. Para o feto receptor, podem ocorrer polidrâmnio, cardiomegalia, hidropsia fetal e insuficiência cardíaca. Ambos os fetos correm alto risco de morbidade e mortalidade se a condição não for tratada.
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