Síndrome de Transfusão Feto-Fetal: Causas e Diagnóstico

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

A síndrome de transfusão feto-fetal é evento raro em gestações gemelares e pode ser letal para ambos os fetos, tanto para o dito receptor, como para o chamado de doador. Essa condição pode ocorrer:

Alternativas

  1. A) devido a alteração cromossômica fetal e pode ser diagnosticada por cariótipo.
  2. B) devido à deficiência materna de ácido fólico pré gestacional.
  3. C) como consequência de hipertensão gestacional mal controlada.
  4. D) em qualquer gestação gemelar após 17 semanas de gravidez.
  5. E) somente em gestações monocoriónicas.

Pérola Clínica

STFF = complicação exclusiva de gestações gemelares monocoriônicas devido a anastomoses vasculares.

Resumo-Chave

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e potencialmente letal que ocorre exclusivamente em gestações gemelares monocoriônicas. Isso se deve à presença de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, que levam a um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos.

Contexto Educacional

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma das complicações mais graves e específicas das gestações gemelares monocoriônicas, que ocorrem em aproximadamente 10-15% dessas gestações. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade para ambos os fetos se não for diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado. A STFF é causada pela presença de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, que permitem a passagem de sangue de um feto (doador) para o outro (receptor). O feto doador desenvolve hipovolemia, anemia, oligodrâmnio e restrição de crescimento, enquanto o feto receptor apresenta hipervolemia, policitemia, polidrâmnio e sobrecarga cardíaca, que pode evoluir para hidropsia e insuficiência cardíaca. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, avaliando a diferença de volume de líquido amniótico e o tamanho das bexigas fetais. O manejo da STFF pode variar desde o acompanhamento rigoroso em casos leves até intervenções mais invasivas, como a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que é o tratamento de escolha para casos moderados a graves. Para residentes, é crucial saber que a STFF é uma condição exclusiva de gestações monocoriônicas e que a identificação precoce dos sinais ultrassonográficos é vital para o prognóstico fetal. A diferenciação entre gestações monocoriônicas e dicoriônicas no primeiro trimestre é um passo essencial para o rastreamento de complicações como a STFF.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF)?

A STFF é uma complicação grave de gestações gemelares monocoriônicas, onde há um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos através de anastomoses vasculares na placenta compartilhada. Um feto (doador) transfunde sangue para o outro (receptor), levando a oligodrâmnio e restrição de crescimento no doador, e polidrâmnio e cardiomegalia no receptor.

Por que a STFF ocorre somente em gestações monocoriônicas?

A STFF é exclusiva de gestações monocoriônicas porque estas compartilham uma única placenta, o que permite a formação de anastomoses vasculares entre as circulações dos dois fetos. Em gestações dicoriônicas, cada feto possui sua própria placenta, impedindo essa comunicação vascular.

Quais são as consequências da STFF para os fetos?

Para o feto doador, as consequências incluem restrição de crescimento, anemia, oligodrâmnio e disfunção cardíaca. Para o feto receptor, podem ocorrer polidrâmnio, cardiomegalia, hidropsia fetal e insuficiência cardíaca. Ambos os fetos correm alto risco de morbidade e mortalidade se a condição não for tratada.

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