Síndrome da Transfusão Feto-Fetal: Exclusiva da Monocoriônica

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

A presença simultânea de dois fetos no útero materno define gestação gemelar. Podemos classificar a gemelaridade de acordo com a corionicidade e o número de cavidades amnióticas. Considerando as complicações da gravidez gemelar, aquela que ocorre, exclusivamente, na gemelaridade monocoriônica é:

Alternativas

  1. A) Hiperemese gravídica.
  2. B) Parto Prematuro.
  3. C) Síndrome da transfusão feto-fetal.
  4. D) Óbito fetal.
  5. E) Restrição de crescimento intrauterino.

Pérola Clínica

STFF = complicação EXCLUSIVA de gestação gemelar MONOCORIÔNICA (anastomoses vasculares).

Resumo-Chave

A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e exclusiva de gestações gemelares monocoriônicas. Ela ocorre devido a anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, resultando em um feto doador e um feto receptor, com consequências graves para ambos.

Contexto Educacional

A gestação gemelar monocoriônica, onde os fetos compartilham uma única placenta, representa um desafio obstétrico significativo devido ao maior risco de complicações específicas em comparação com as gestações dicoriônicas. A corionicidade é o fator mais importante na determinação do prognóstico e deve ser definida precocemente no primeiro trimestre. Complicações como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e óbito fetal são mais frequentes em todas as gestações gemelares, mas algumas são exclusivas da monocorionicidade. A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é a complicação mais grave e distintiva das gestações monocoriônicas. Ela surge devido a anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, que permitem a passagem unidirecional de sangue de um feto (doador) para o outro (receptor). O feto doador desenvolve hipovolemia, anemia e oligodramnia, enquanto o feto receptor apresenta hipervolemia, policitemia e polidramnia, com risco de insuficiência cardíaca. O diagnóstico da STFF é feito por ultrassonografia, avaliando a diferença de volume de líquido amniótico e o tamanho das bexigas fetais. O tratamento pode variar desde o manejo expectante até intervenções intrauterinas, como a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que visa interromper o fluxo sanguíneo desequilibrado e melhorar o prognóstico de ambos os fetos. O reconhecimento precoce e a monitorização rigorosa são essenciais para o manejo adequado dessas gestações de alto risco.

Perguntas Frequentes

O que define uma gestação gemelar monocoriônica?

Uma gestação gemelar monocoriônica é aquela em que os dois fetos compartilham uma única placenta (um córion), mas podem ter uma ou duas bolsas amnióticas (monoamniótica ou diamniótica).

Qual a fisiopatologia da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF)?

A STFF ocorre devido a anastomoses vasculares desequilibradas na placenta monocoriônica, onde um feto (doador) transfere sangue para o outro (receptor), levando a hipovolemia e oligodramnia no doador e hipervolemia e polidramnia no receptor.

Quais são as principais complicações da gestação gemelar monocoriônica além da STFF?

Outras complicações incluem restrição de crescimento intrauterino seletiva, sequência de anemia-policitemia (TAPS), óbito de um dos fetos, malformações congênitas e parto prematuro.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo