UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Jovem, 14 anos de idade, vai à consulta, acompanhado dos pais, por apresentar movimentos anormais do tipo “careta” e emissão de vocalizações, incluindo palavras constrangedoras, sem conseguir se controlar. Quando fica angustiado, os sintomas pioram e essa situação faz com que evite o convívio social. O quadro iniciou-se aos 7 anos de idade. Existem antecedentes familiares de doenças mentais. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o nome da doença diagnosticada.
Síndrome de Tourette: tiques motores + vocais (simples/complexos) com início <18 anos.
A Síndrome de Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico caracterizado pela presença de múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal, que persistem por mais de um ano e têm início antes dos 18 anos. Os tiques podem ser simples (piscar, pigarrear) ou complexos (caretas, palavras constrangedoras como coprolalia), piorando com estresse e ansiedade.
A Síndrome de Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico complexo caracterizado por tiques motores e vocais múltiplos, que se manifestam antes dos 18 anos de idade e persistem por mais de um ano. É considerada a forma mais grave dos transtornos de tiques. A prevalência é maior em meninos e há um forte componente genético, com antecedentes familiares de tiques ou outros transtornos psiquiátricos sendo comuns. A fisiopatologia da Tourette envolve disfunções nos circuitos córtico-estriato-tálamo-corticais, com desregulação de neurotransmissores como a dopamina. Os tiques são movimentos ou vocalizações súbitas, rápidas, recorrentes e não rítmicas. Eles podem ser simples (ex: piscar, pigarrear) ou complexos (ex: caretas, coprolalia). Os tiques são precedidos por uma sensação premonitória e podem ser suprimidos voluntariamente por um curto período, mas isso geralmente leva a um aumento da tensão e eventual liberação dos tiques. O estresse e a ansiedade tendem a exacerbar os sintomas. O diagnóstico da Síndrome de Tourette é clínico, baseado nos critérios do DSM-5. O tratamento é individualizado e pode incluir terapia cognitivo-comportamental (TCC), especialmente a terapia de reversão de hábitos, e farmacoterapia para tiques graves ou comorbidades. Medicamentos como neurolépticos (haloperidol, risperidona) ou agonistas alfa-2 adrenérgicos (clonidina, guanfacina) podem ser usados. O prognóstico varia, mas muitos pacientes experimentam melhora dos tiques na idade adulta, embora as comorbidades possam persistir.
Os critérios diagnósticos para a Síndrome de Tourette incluem a presença de múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal, que ocorrem por mais de um ano, com início antes dos 18 anos de idade. Os tiques não devem ser atribuíveis a substâncias ou outras condições médicas.
Os tiques podem ser simples (movimentos breves e repetitivos como piscar, encolher os ombros, pigarrear) ou complexos (sequências de movimentos coordenados como caretas, pular, tocar objetos; ou vocalizações como repetir palavras, frases ou, em casos mais raros, coprolalia - proferir obscenidades). Eles são involuntários, mas podem ser suprimidos temporariamente com esforço.
A Síndrome de Tourette frequentemente coexiste com outras condições neuropsiquiátricas, sendo as mais comuns o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Outras comorbidades incluem ansiedade, depressão e transtornos do sono.
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