Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Quanto ao principal fator desencadeante de Síndrome Torácica Aguda, em crianças portadoras de doença falciforme, assinale a alternativa correta:
STA em doença falciforme → infecção pulmonar é o principal gatilho.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma complicação grave da doença falciforme, especialmente em crianças. O principal fator desencadeante é a infecção, frequentemente pulmonar, que leva a um ciclo vicioso de inflamação, vaso-oclusão e isquemia no parênquima pulmonar, resultando em dor torácica, febre e infiltrado pulmonar novo.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da doença falciforme, sendo a principal causa de morte em adultos e uma causa significativa de morbidade e mortalidade em crianças com essa condição. É caracterizada por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre e/ou sintomas respiratórios, como dor torácica, tosse, taquipneia ou dispneia. Em crianças portadoras de doença falciforme, o principal fator desencadeante da STA é a infecção, frequentemente de origem pulmonar. Infecções virais e bacterianas (especialmente por Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae) podem iniciar um processo inflamatório no pulmão, que, na presença de hemácias falciformes, leva à vaso-oclusão, isquemia e infarto pulmonar. Esse ciclo vicioso agrava a hipóxia e a acidose, perpetuando a falcização e a lesão pulmonar. O reconhecimento precoce e o tratamento agressivo da STA são cruciais. A abordagem terapêutica inclui oxigenoterapia, analgesia, hidratação, antibioticoterapia de amplo espectro e, em casos de hipoxemia progressiva ou piora clínica, a transfusão de hemácias (simples ou de troca) para reduzir a concentração de hemácias falciformes e melhorar a oxigenação tecidual. A hidroxiureia, que aumenta a hemoglobina fetal, tem um papel importante na prevenção de crises de STA a longo prazo.
Os sintomas incluem dor torácica, febre, tosse, taquipneia, dispneia e, em casos graves, hipoxemia. O diagnóstico é confirmado pela presença de um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre e/ou sintomas respiratórios.
A infecção, especialmente a pneumonia, leva à inflamação pulmonar, que por sua vez promove a sickling (formação de hemácias em foice) e a vaso-oclusão nos capilares pulmonares. Isso resulta em isquemia, infarto pulmonar e um ciclo de agravamento da lesão tecidual, culminando na STA.
A conduta inicial inclui oxigenoterapia para manter saturação >92%, analgesia potente para controle da dor, hidratação venosa, antibioticoterapia de amplo espectro (cobrir germes atípicos e típicos) e, em casos de piora ou hipoxemia grave, transfusão de troca ou simples para reduzir a porcentagem de hemácias falciformes.
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