FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Durante a pandemia de coronavírus, a mãe de uma criança de 3 anos com diagnóstico de anemia falciforme aciona o atendimento telefônico à distância, na central de orientações de atendimentos de quadros respiratórios, pois está preocupada com a criança. Seu filho está com respiração rápida, gemência, tosse e febre de 40 °C. Das orientações a seguir, a mais adequada para este caso é:
Anemia falciforme + febre + sintomas respiratórios graves → Síndrome Torácica Aguda = internação URGENTE + ATB + O2.
Crianças com anemia falciforme e sintomas respiratórios agudos, especialmente febre e taquipneia, têm alto risco de Síndrome Torácica Aguda (SCA), uma emergência que requer internação imediata, oxigenoterapia e antibioticoterapia empírica para cobrir patógenos atípicos e típicos.
A Síndrome Torácica Aguda (SCA) é uma das complicações mais graves e frequentes da anemia falciforme, sendo a principal causa de morte em pacientes com esta hemoglobinopatia. Caracteriza-se por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre e/ou sintomas respiratórios como tosse, dor torácica, taquipneia e gemência. Sua incidência é maior em crianças pequenas. A fisiopatologia da SCA é multifatorial, envolvendo vaso-oclusão pulmonar por células falciformes, infecção (bacteriana, viral ou atípica), embolia gordurosa e inflamação. O diagnóstico precoce é crucial, pois a condição pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente falciforme com febre e sintomas respiratórios. O tratamento da SCA é uma emergência médica e inclui internação hospitalar, oxigenoterapia para manter saturação >92%, antibioticoterapia empírica de amplo espectro (cobrindo patógenos típicos e atípicos), hidratação intravenosa cautelosa e analgesia. Em casos graves, pode ser necessária transfusão de troca ou simples. O manejo adequado visa prevenir a progressão da doença e reduzir a mortalidade.
Sinais incluem febre, tosse, dor torácica, taquipneia, gemência e hipoxemia, exigindo avaliação médica imediata e intervenção urgente.
Internação hospitalar urgente, oxigenoterapia, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e hidratação são essenciais para o manejo inicial.
É a principal causa de morte em pacientes com anemia falciforme, devido à oclusão microvascular pulmonar, infecção e inflamação, podendo levar à insuficiência respiratória aguda.
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