UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Criança de 8 anos portadora de anemia falciforme é atendida, com quadro de febre elevada há 24h e sintomas gripais, em uma unidade de emergência. Durante o período em que permanece na unidade em observação apresenta dor torácica e queda na saturação de hemoglobina (90%). Ausculta pulmonar: diminuída de forma discreta à esquerda. FC: normal.A hipótese diagnóstica e a conduta mais provável para esse quadro são
Anemia falciforme + febre + dor torácica + hipoxemia = Síndrome Torácica Aguda → Internar, ATB, analgesia, transfusão de hemácias.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma complicação grave da anemia falciforme, caracterizada por febre, dor torácica e infiltrado pulmonar. A conduta deve ser agressiva, incluindo internação, analgesia potente, antibioticoterapia de amplo espectro e, frequentemente, transfusão de hemácias para melhorar a oxigenação e reduzir a sicklemia.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da anemia falciforme, sendo a principal causa de morte em adultos com a doença. Caracteriza-se por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a sintomas como febre, dor torácica, tosse, taquipneia e hipoxemia. Sua incidência é maior em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia da STA é multifatorial, envolvendo vaso-oclusão pulmonar por hemácias falciformes, infecção (bacteriana ou viral), infarto pulmonar e embolia gordurosa. O diagnóstico é clínico-radiológico, e a suspeita deve ser alta em qualquer paciente falciforme com dor torácica e febre. A hipoxemia é um sinal de gravidade e indica a necessidade de intervenção imediata. O tratamento da STA é uma emergência médica e inclui internação hospitalar, analgesia potente para a dor vaso-oclusiva, oxigenoterapia para hipoxemia, antibioticoterapia de amplo espectro (cobrir atípicos e típicos) e, frequentemente, transfusão de hemácias (simples ou de troca) para reduzir a porcentagem de hemácias falciformes e melhorar a oxigenação. A detecção e tratamento precoces são essenciais para melhorar o prognóstico.
Os critérios incluem um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre, dor torácica, taquipneia, tosse ou hipoxemia. É fundamental a presença de um novo infiltrado para o diagnóstico.
A transfusão de hemácias (simples ou de troca) visa diluir as hemácias falciformes, melhorar a oxigenação tecidual e reduzir a viscosidade sanguínea, prevenindo a progressão da vaso-oclusão pulmonar e melhorando o transporte de oxigênio.
Infecções bacterianas (Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae) e virais são comuns. A antibioticoterapia inicial deve cobrir patógenos atípicos e típicos, como ceftriaxona e azitromicina, devido à imunodeficiência funcional desses pacientes.
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