UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Adolescente de 14 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, chega à emergência com quadro de febre, dispneia e dor torácica há seis horas. Ao exame, está em bom estado geral, apresenta FR = 30irpm, tiragem intercostal leve, SatO₂ = 93% e ausculta respiratória com estertoração em hemitórax esquerdo. A radiografia de tórax mostra infiltrado à esquerda. A conduta terapêutica antibiótica adequada é iniciar:
Síndrome Torácica Aguda em falciforme = Ceftriaxona + Azitromicina (cobre típicos e atípicos).
A Síndrome Torácica Aguda (STA) em pacientes com anemia falciforme é uma emergência médica que requer tratamento antibiótico empírico de amplo espectro. A combinação de ceftriaxona (para bactérias típicas como pneumococos) e azitromicina (para patógenos atípicos como Mycoplasma) é a escolha adequada para cobrir os principais agentes etiológicos.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma das complicações mais graves e frequentes da anemia falciforme, sendo a principal causa de morte em adultos com a doença. Caracteriza-se por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a sintomas como febre, dor torácica, tosse, dispneia e hipoxemia. A etiologia é multifatorial, incluindo infecções (bacterianas típicas e atípicas, virais), embolia gordurosa de medula óssea e infarto pulmonar. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada imediatamente, cobrindo os patógenos mais comuns. Para adolescentes e adultos, a combinação de uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) para cobrir bactérias encapsuladas (especialmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae) e um macrolídeo (como azitromicina) para cobrir patógenos atípicos (Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae) é a conduta de escolha. Além dos antibióticos, o manejo da STA inclui oxigenoterapia para manter a saturação >92%, analgesia adequada para a dor torácica, hidratação intravenosa cautelosa para evitar sobrecarga volêmica e, em casos de hipoxemia grave ou progressão, transfusão de troca. A identificação e tratamento da STA são fundamentais para prevenir a morbidade e mortalidade associadas à anemia falciforme.
Os critérios incluem um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre, dor torácica, taquipneia, tosse ou hipoxemia, sem outra causa aparente, como infarto ou embolia.
Ceftriaxona cobre patógenos bacterianos típicos (ex: S. pneumoniae, H. influenzae), enquanto azitromicina cobre patógenos atípicos (ex: Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae), que são causas comuns de STA em pacientes falciformes.
As complicações incluem insuficiência respiratória grave, necessidade de ventilação mecânica, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), hipertensão pulmonar crônica e, em casos graves, óbito.
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