INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 10 anos, com anemia falciforme, foi trazido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre alta há 48 horas e sintomas gripais. Durante a observação na unidade, evoluiu com dor torácica e queda na saturação de O, de 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: diminuição discreta do murmúrio vesicular à esquerda. Frequência cardíaca normal. A hipótese diagnóstica e a conduta inicial são, respectivamente,
Anemia falciforme + febre + dor torácica + hipoxemia → Síndrome Torácica Aguda = Internação, analgesia, ATB parenteral.
A Síndrome Torácica Aguda é uma complicação grave da anemia falciforme, caracterizada por novo infiltrado pulmonar e sintomas como febre, dor torácica e hipoxemia. O tratamento precoce com analgesia, hidratação e antibioticoterapia parenteral é crucial para prevenir a progressão.
A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma das complicações mais graves e frequentes da anemia falciforme, sendo a principal causa de morte em pacientes pediátricos com a doença. Caracteriza-se por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a sintomas como febre, dor torácica, tosse, taquipneia ou hipoxemia. A fisiopatologia é complexa, envolvendo vaso-oclusão pulmonar, infecção (viral, bacteriana atípica ou típica), embolia gordurosa e inflamação sistêmica. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são cruciais para o prognóstico. A conduta inicial inclui internação hospitalar, analgesia rigorosa para controle da dor, hidratação intravenosa cautelosa para evitar sobrecarga volêmica, oxigenoterapia para manter a saturação acima de 92% e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo patógenos atípicos (como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae) e típicos (como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). A transfusão de troca ou simples pode ser indicada em casos de hipoxemia grave ou rápida progressão.
Novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a febre, dor torácica, taquipneia, sibilância ou tosse em paciente com anemia falciforme.
É multifatorial, envolvendo vaso-oclusão pulmonar, infecção, embolia gordurosa e inflamação, levando a hipóxia e lesão pulmonar.
Infecções bacterianas atípicas e típicas são gatilhos comuns, justificando o uso empírico de antibióticos de amplo espectro, como macrolídeos e cefalosporinas de terceira geração.
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