Síndrome Torácica Aguda na Anemia Falciforme: Manejo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 19 anos, portador de anemia falciforme, refere dor torácica, dispneia e febre. Ao exame físico, apresenta saturação periférica de 93% em ar ambiente e temperatura de 38,6 °C. Radiografia de tórax aponta para presença de infiltrado pulmonar em lobo médio à direita. Exames laboratoriais mostram Hb de 8,5 g/dL. A conduta adequada neste momento, além de hidratação e analgesia, é

Alternativas

  1. A) antibioticoterapia empírica com ceftriaxona e azitromicina e concentrado de hemácias.
  2. B) antibioticoterapia empírica com ceftriaxona, azitromicina e metronidazol e concentrado de hemácias.
  3. C) hidroxiureia e concentrado de hemácias.
  4. D) antibioticoterapia empírica com ceftriaxona e azitromicina e hidroxiureia.
  5. E) antibioticoterapia empírica com ceftriaxona, azitromicina e metronidazol e hidroxiureia.

Pérola Clínica

STA em anemia falciforme → ATB empírico (ceftriaxona + macrolídeo) + transfusão de hemácias se hipoxemia/Hb baixa.

Resumo-Chave

A Síndrome Torácica Aguda é uma complicação grave da anemia falciforme, caracterizada por infiltrado pulmonar novo, febre e sintomas respiratórios. O tratamento inclui antibioticoterapia empírica de amplo espectro para cobrir patógenos típicos e atípicos, além de transfusão de hemácias para melhorar a oxigenação e reduzir a falcização.

Contexto Educacional

A Síndrome Torácica Aguda (STA) é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da anemia falciforme, sendo a principal causa de morte em adultos com a doença. Caracteriza-se por um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, associado a sintomas como febre, dor torácica, dispneia e hipoxemia. Sua fisiopatologia envolve a vaso-oclusão pulmonar por hemácias falciformes, infecção, embolia gordurosa e inflamação. O diagnóstico da STA é clínico e radiológico, exigindo alta suspeição em pacientes falciformes com sintomas respiratórios e febre. A hipoxemia é um sinal de gravidade. O tratamento deve ser iniciado prontamente e inclui hidratação, analgesia rigorosa, oxigenoterapia se necessário e, crucialmente, antibioticoterapia empírica de amplo espectro. A combinação de uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) e um macrolídeo (como azitromicina) é recomendada para cobrir tanto bactérias típicas quanto atípicas. Além da antibioticoterapia, a transfusão de concentrado de hemácias é um pilar fundamental no manejo da STA, especialmente em casos de hipoxemia, queda significativa da hemoglobina ou progressão da doença. A transfusão visa diluir as hemácias falciformes, melhorar o transporte de oxigênio e reverter a vaso-oclusão. A hidroxiureia, embora seja um tratamento modificador da doença, não é uma conduta aguda para a STA.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Síndrome Torácica Aguda (STA)?

A STA é definida pela presença de um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax, acompanhado de febre, dor torácica, taquipneia, tosse ou hipoxemia, em pacientes com anemia falciforme.

Por que a transfusão de hemácias é indicada na STA?

A transfusão de hemácias visa aumentar a concentração de hemoglobina normal, melhorar a oxigenação tecidual, reduzir a proporção de hemácias falciformes e, consequentemente, diminuir a vaso-oclusão pulmonar e a gravidade da crise.

Qual a cobertura antibiótica empírica recomendada para STA?

A antibioticoterapia empírica deve cobrir patógenos bacterianos típicos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae) e atípicos (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae), geralmente com uma cefalosporina de terceira geração (ceftriaxona) e um macrolídeo (azitromicina).

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