Síndrome Torácica Aguda em Anemia Falciforme: Manejo

USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2018

Enunciado

Você está de plantão e é chamado para atender paciente internado na enfermaria. A enfermeira relata que o paciente internou na emergência há cerca de 36 horas com dor torácica, febre e dispneia. Você abre o prontuário do paciente e lê: "A.M.S, 18 anos de idade, anemia falciforme". O paciente está recebendo dieta geral + hidratação com soro fisiológico 1.000 ml/24 horas e analgesia com dipirona de 6/6 horas. Ao exame físico, observa o paciente com fácies de dor, desidratado+, ictérico+, hipocorado++. PA = 100/60 mmHg, FC = 105 bmp, T = 38 o C, FR = 26 mrm, SatO₂ = 92% ar ambiente. Laboratório: Hb = 7.5 g/dl, leucócitos = 14.360/mm³, plaquetas = 356mil/mm³. Raios X do tórax: infiltrado interstício-alveolar em terços inferiores pulmões. Com base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A presença de febre, leucocitose e infiltrado interstício-alveolar torna improvável uma síndrome torácica aguda (STA) e a conduta mais adequada é iniciar antibiótico e elevar o nível de hemoglobina acima de 10 para melhorar a oxigenação tecidual.
  2. B) A manifestação mais comum nos pacientes falcêmicos é a crise álgica ou vaso-oclusiva, com surgimento imprevisível e sem fatores desencadeantes conhecidos.
  3. C) Acidente vascular encefálico, sequestro esplênico e anemia aplástica são complicações da anemia falciforme grave que ocorrem frequentemente na idade adulta.
  4. D) Síndrome torácica aguda (STA) deve ser considerada nesta situação e o manejo inicial envolve analgesia com opioide, antipirético e aumento da hidratação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo