CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
A síndrome de Terson caracteriza-se por hemorragia:
Hemorragia vítrea + Hemorragia subaracnoide = Síndrome de Terson.
A Síndrome de Terson é a ocorrência de hemorragia intraocular em pacientes com hemorragia intracraniana, geralmente subaracnoide, indicando pior prognóstico neurológico.
A Síndrome de Terson ocorre em cerca de 13-50% dos casos de hemorragia subaracnoide (HSA), frequentemente secundária à ruptura de aneurisma. O reconhecimento dessa condição é crucial para o manejo multidisciplinar. Embora a hemorragia possa ser bilateral, o foco terapêutico imediato é sempre a estabilização da pressão intracraniana e o tratamento da causa neurológica, com o acompanhamento oftalmológico para prevenir sequelas visuais a longo prazo.
A fisiopatologia mais aceita é que o aumento súbito e grave da pressão intracraniana (PIC) é transmitido através da bainha do nervo óptico. Isso causa uma compressão aguda da veia central da retina e dos vasos retinianos, levando à ruptura capilar e consequente hemorragia intraocular (vítrea, sub-hialoide ou intrarretiniana).
A presença da Síndrome de Terson é um marcador de gravidade. Estudos demonstram que pacientes com hemorragia subaracnoide que apresentam hemorragia intraocular associada têm taxas de mortalidade significativamente maiores e piores escores na escala de coma de Glasgow na admissão.
O tratamento inicial é geralmente conservador, aguardando a reabsorção espontânea do sangue enquanto se estabiliza o quadro neurológico. Se a hemorragia vítrea persistir por vários meses ou se houver complicações como descolamento de retina ou glaucoma secundário, a vitrectomia posterior via pars plana pode ser indicada.
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