Síndrome de Terson na HSA: Diagnóstico e Prognóstico

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 68 anos de idade deu entrada com uma cefaleia de início súbito, descrita como a pior que já experimentou, acompanhada de rebaixamento do nível de consciência. Imediatamente, foi assegurada a via aérea e uma tomografia foi realizada, cuja imagem está apresentada abaixo. A respeito do quadro clínico apresentado, da imagem acima e de seus temas correlatos, julgue o item.A hemorragia vítrea pode ocorrer e é um indicativo de prognóstico desfavorável. Portanto, é essencial realizar a fundoscopia em todos os pacientes diagnosticados com HSA.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

HSA + Hemorragia vítrea = Síndrome de Terson → Marcador de gravidade e pior prognóstico neurológico.

Resumo-Chave

A Síndrome de Terson reflete um aumento súbito da pressão intracraniana que se transmite para o espaço subaracnoide perióptico, causando hemorragia intraocular.

Contexto Educacional

A Hemorragia Subaracnoide (HSA) é uma emergência neurológica frequentemente causada pela ruptura de aneurismas saculares. A Síndrome de Terson, embora descrita inicialmente como hemorragia vítrea, engloba qualquer sangue intraocular no contexto de hemorragia intracraniana. Sua incidência varia de 13% a 50% em casos de HSA aneurismática. A identificação dessa síndrome através da fundoscopia é um passo semiológico vital que estratifica o risco do paciente logo na admissão, sendo um dos poucos sinais físicos que correlacionam diretamente a pressão intracraniana com danos estruturais visíveis.

Perguntas Frequentes

O que define a Síndrome de Terson?

A Síndrome de Terson é definida pela ocorrência de hemorragia intraocular (vítrea, sub-hialoidea ou retiniana) em associação com hemorragia intracraniana, mais comumente a hemorragia subaracnoide (HSA). Sua fisiopatologia está ligada ao aumento abrupto da pressão intracraniana, que comprime a veia central da retina e causa ruptura de capilares oculares. É um achado clínico crucial, pois está fortemente correlacionado a escores mais altos na escala de Hunt-Hess e a uma maior taxa de mortalidade e sequelas neurológicas.

Por que a fundoscopia é essencial na HSA?

A fundoscopia deve ser realizada em todos os pacientes com suspeita ou diagnóstico de HSA para identificar a Síndrome de Terson. A presença de sangue no compartimento ocular não apenas auxilia na confirmação diagnóstica em casos duvidosos, mas serve como um biomarcador clínico de gravidade. Pacientes com Terson apresentam risco significativamente maior de ressangramento e vasoespasmo, exigindo monitorização intensiva e, por vezes, intervenção oftalmológica posterior (vitrectomia) se a hemorragia não reabsorver espontaneamente.

Qual o impacto prognóstico da hemorragia vítrea na HSA?

A presença de hemorragia vítrea na HSA é um indicativo de prognóstico desfavorável. Estudos demonstram que pacientes com Síndrome de Terson possuem uma mortalidade até três vezes maior do que aqueles sem envolvimento ocular. Além disso, a recuperação funcional costuma ser mais lenta e incompleta. O reconhecimento precoce permite que a equipe multidisciplinar antecipe complicações sistêmicas e neurológicas relacionadas à gravidade da lesão inicial.

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