Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino 38 anos, queixa nos últimos 2 meses fadiga, acompanhada de palpitação, como "se estivesse ansiosa" piorando ao longo do dia e ao se movimentar. Sente também uma tontura do tipo desequilíbrio ao se levantar, sem perda de consciência. Os sintomas têm prejudicado seu trabalho como professora em uma escola de ensino básico e melhoram quando ela está sentada ou se deita. Nega comorbidades e uso de medicamentos contínuos. O exame físico mostra os seguintes achados: Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico MAIS provável.
Fadiga + palpitação + tontura ao levantar que melhora sentado/deitado + ausência de hipotensão ortostática = Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática (POTS).
A Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática (POTS) é uma forma de disautonomia caracterizada por intolerância ortostática, com aumento significativo da frequência cardíaca ao se levantar (geralmente >30 bpm ou >120 bpm total) sem hipotensão ortostática significativa. Os sintomas melhoram com o decúbito.
A Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática (POTS) é uma forma de disautonomia, uma condição que afeta o sistema nervoso autônomo, responsável por funções involuntárias como frequência cardíaca, pressão arterial e digestão. É mais comum em mulheres jovens e de meia-idade, e é caracterizada por intolerância ortostática, ou seja, uma exacerbação dos sintomas ao assumir a posição vertical, que melhoram com o decúbito. A prevalência exata é desconhecida, mas estima-se que afete milhões globalmente, sendo frequentemente subdiagnosticada. A fisiopatologia da POTS é complexa e multifatorial, envolvendo desregulação do sistema nervoso autônomo, hipovolemia, descondicionamento físico e, em alguns casos, autoimunidade. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas de intolerância ortostática por pelo menos seis meses e um aumento da frequência cardíaca de pelo menos 30 batimentos por minuto (ou para mais de 120 bpm) dentro de 10 minutos de ortostatismo ou durante um teste de inclinação (tilt test), sem hipotensão ortostática significativa. Os sintomas incluem fadiga, palpitações, tontura, pré-síncope, náuseas e dificuldade de concentração. O tratamento da POTS é individualizado e foca no manejo dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida. Inclui medidas não farmacológicas como aumento da ingestão de líquidos e sal, uso de meias de compressão, elevação da cabeceira da cama e exercícios físicos específicos. Medicamentos como fludrocortisona, betabloqueadores e midodrina podem ser utilizados para controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial. O prognóstico varia, mas muitos pacientes conseguem gerenciar seus sintomas e levar uma vida produtiva com o tratamento adequado.
Os critérios incluem sintomas de intolerância ortostática (tontura, palpitação, fadiga) por pelo menos 6 meses, aumento da frequência cardíaca de ≥30 bpm (ou ≥40 bpm em <19 anos) dentro de 10 minutos de ortostatismo ou teste de inclinação, e ausência de hipotensão ortostática significativa.
Os sintomas são variados e incluem fadiga, tontura, palpitações, pré-síncope, cefaleia, náuseas, tremores, intolerância ao exercício e dificuldade de concentração, todos piorando na posição vertical e melhorando com o decúbito.
A principal diferença é que na POTS há um aumento significativo da frequência cardíaca ao se levantar, mas a pressão arterial permanece relativamente estável (sem queda >20/10 mmHg). Na hipotensão ortostática, a queda da pressão arterial é o achado predominante.
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