POTS Pós-COVID: Critérios Diagnósticos e Sintomas

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Um dos sintomas tardios descritos associados à infecção pelo SARS-COV2 é a ocorrência de episódios de intolerância ortostática (resposta autonômica anormal à ortostase), relacionada à taquicardia sem hipotensão postural. Denominou-se essa entidade de síndrome da taquicardia ortostática postural (POTS), cujos critérios diagnósticos são:

Alternativas

  1. A) Queda da pressão sistólica em 20mmHg e/ou pressão diastólica em 10mmHg com mudança para posição ortostática, sem alteração da frequência cardíaca;
  2. B) Manutenção da pressão arterial com aumento da frequência cardíaca em pelo menos 50bpm, quando se assume a posição ortostática por 20 minutos;
  3. C) Presença de palpitações, cefaleia e pré-síncope quando em ortostase, associado à pressão arterial mantida e aumento na frequência cardíaca em pelo menos 30bpm por 10 minutos;
  4. D) Queda da pressão sistólica em 20mmHg e/ou pressão diastólica em 10mmHg com mudança para posição ortostática, e aumento da frequência cardíaca em pelo menos 30bpm por 15 minutos;
  5. E) Queda da pressão arterial diastólica em 10mmHg com aumento compensatório da frequência cardíaca em até 45bpm, sem restrição de tempo.

Pérola Clínica

POTS = Taquicardia ≥30bpm (ou ≥40bpm em <12a) em 10min ortostase, PA mantida, sintomas.

Resumo-Chave

A Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS) é uma forma de disautonomia caracterizada por um aumento significativo da frequência cardíaca ao assumir a posição ortostática, sem hipotensão postural. Os sintomas incluem palpitações, tontura, pré-síncope e fadiga, e é uma sequela comum pós-infecções virais, incluindo COVID-19.

Contexto Educacional

A Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS) é uma condição disautonômica caracterizada por intolerância ortostática, que se manifesta por sintomas como tontura, pré-síncope, palpitações, fadiga e cefaleia, que pioram significativamente ao assumir a posição vertical e melhoram ao deitar. Recentemente, tem sido reconhecida como uma sequela comum da infecção por SARS-CoV-2, contribuindo para a síndrome pós-COVID-19 ou "COVID longo". Os critérios diagnósticos para POTS em adultos incluem um aumento sustentado da frequência cardíaca de pelo menos 30 batimentos por minuto (bpm) (ou 40 bpm em adolescentes com idade entre 12 e 19 anos) dentro de 10 minutos de ortostase, na ausência de hipotensão ortostática (queda da pressão sistólica >20 mmHg ou diastólica >10 mmHg). Além disso, os sintomas devem estar presentes por pelo menos 3 a 6 meses e não serem explicados por outras condições. O manejo da POTS é multifacetado e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Inclui medidas não farmacológicas como aumento da ingestão de líquidos e sal, uso de meias de compressão, elevação da cabeceira da cama e exercícios físicos supervisionados. Farmacologicamente, podem ser utilizados betabloqueadores em baixas doses, fludrocortisona, midodrina ou ivabradina, dependendo da apresentação clínica e da resposta individual.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS)?

Os sintomas incluem palpitações, tontura, pré-síncope, fadiga, cefaleia, dificuldade de concentração e tremores, que pioram ao ficar em pé e melhoram ao deitar.

Qual é o critério de frequência cardíaca para o diagnóstico de POTS em adultos?

Em adultos, o critério é um aumento sustentado da frequência cardíaca em pelo menos 30 batimentos por minuto (bpm) dentro de 10 minutos de ortostase, sem hipotensão ortostática significativa.

Como diferenciar POTS de hipotensão ortostática?

A principal diferença é a pressão arterial. Em POTS, a pressão arterial é mantida ou tem uma queda mínima. Na hipotensão ortostática, há uma queda significativa da pressão sistólica (≥20 mmHg) e/ou diastólica (≥10 mmHg) ao levantar.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo