Síndrome de Sump: Definição e Relação Cirúrgica

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

Assinale a técnica cirúrgica, abaixo, que pode ter como complicação uma síndrome Sump:

Alternativas

  1. A) pancreatojejunostomia
  2. B) coledocoduodenostomia
  3. C) hepaticojejunostomia em Y de Roux
  4. D) sigmoidectomia a Hartmann

Pérola Clínica

Coledocoduodenostomia lateral → estase no colédoco distal (sump) → Síndrome de Sump.

Resumo-Chave

A Síndrome de Sump é uma complicação específica da coledocoduodenostomia lateral, onde o segmento distal do colédoco acumula debris e causa colangite.

Contexto Educacional

A cirurgia biliar evoluiu significativamente, mas as derivações biliodigestivas ainda são necessárias em casos de obstruções distais benignas ou malignas. A coledocoduodenostomia lateral foi muito utilizada no passado por sua simplicidade técnica, mas a Síndrome de Sump permanece como uma de suas complicações tardias mais temidas. A fisiopatologia baseia-se na criação de um segmento biliar não funcional que se torna um nicho para infecção. Clinicamente, o paciente manifesta dor abdominal em hipocôndrio direito, febre e icterícia intermitente (tríade de Charcot), mimetizando uma coledocolitíase residual. O diagnóstico diferencial deve incluir a estenose da própria anastomose biliodigestiva. O reconhecimento dessa síndrome é vital para o cirurgião e para o gastroenterologista, pois o manejo endoscópico costuma ser resolutivo e evita grandes reintervenções cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Sump?

A Síndrome de Sump ocorre quando o segmento distal do ducto biliar comum, localizado abaixo de uma anastomose coledocoduodenal lateral, atua como um reservatório cego (o 'sump'). Nesse local, ocorre o acúmulo de estase biliar, restos alimentares, debris e cálculos, que podem levar à proliferação bacteriana, episódios recorrentes de colangite e, por vezes, pancreatite.

Por que a coledocoduodenostomia causa essa síndrome?

Na técnica de coledocoduodenostomia lateral, cria-se uma comunicação entre o colédoco e o duodeno, mas o fluxo biliar distal natural através da ampola de Vater é mantido ou parcialmente obstruído. Se a anastomose for ampla, o conteúdo duodenal pode entrar no colédoco distal por refluxo e ficar aprisionado, já que a gravidade e o peristaltismo não favorecem o esvaziamento desse segmento cego.

Como é feito o tratamento da Síndrome de Sump?

O tratamento padrão-ouro atual é a abordagem endoscópica via CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica). Realiza-se a esfincterotomia endoscópica para permitir a drenagem do segmento distal ('sump') para o duodeno, eliminando o reservatório de debris. Em casos refratários ou tecnicamente impossíveis por via endoscópica, pode ser necessária a reoperação para conversão em hepaticojejunostomia em Y de Roux.

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