CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Qual das medicações de uso sistêmico listadas abaixo está associada mais frequentemente ao desencadeamento da síndrome de Stevens-Johnson?
Carbamazepina e Alopurinol são gatilhos clássicos para Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).
A SSJ é uma reação de hipersensibilidade grave mediada por células T. Anticonvulsivantes como a carbamazepina estão entre os principais indutores sistêmicos.
A Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) representam um espectro de reações cutâneas graves e potencialmente fatais. A identificação precoce do agente causal é fundamental para o prognóstico. A carbamazepina é um dos fármacos mais frequentemente implicados, especialmente em pacientes com predisposição genética (como o alelo HLA-B*1502 em populações asiáticas). O manejo exige suporte em unidade de queimados e avaliação oftalmológica diária. O tratamento ocular visa reduzir a inflamação e prevenir a formação de aderências (simbléfaro) através do uso de corticoides tópicos, lubrificantes e, em casos graves, transplante de membrana amniótica.
Os principais culpados são os anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), sulfonamides, alopurinol e alguns anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) derivados do oxicam.
É uma reação de hipersensibilidade tardia (tipo IV) mediada por linfócitos T citotóxicos que induzem a apoptose disseminada de queratinócitos, levando ao descolamento da epiderme e mucosas.
Na fase aguda, ocorre conjuntivite pseudomembranosa e ulceração corneana. Cronicamente, pode evoluir com simbléfaro, triquíase, olho seco severo e ceratinização da superfície ocular, podendo levar à cegueira.
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