UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Com relação às colagenoses, assinale a alternativa CORRETA:
Sjögren primária: Monitorar linfócitos, parótidas, linfonodos e eletroforese para rastrear evolução para linfoma.
A Síndrome de Sjögren primária confere um risco aumentado de desenvolvimento de linfoma, principalmente linfoma de células B. Por isso, a monitorização de parâmetros como contagem de linfócitos, recorrência de edema de parótidas, linfadenomegalias e alterações na eletroforese de proteínas séricas e urinárias é essencial para a detecção precoce de uma possível transformação maligna.
A Síndrome de Sjögren primária é uma doença autoimune sistêmica caracterizada por exocrinopatia, principalmente das glândulas salivares e lacrimais, levando a xerostomia e xeroftalmia. No entanto, sua importância clínica vai além dos sintomas de secura, pois a doença está associada a um risco significativamente aumentado de desenvolver linfoma, especialmente linfoma não-Hodgkin de células B, que pode ser até 40 vezes maior do que na população geral. A fisiopatologia do risco de linfoma em Sjögren envolve a ativação crônica e policlonal de linfócitos B, que, ao longo do tempo, pode evoluir para uma proliferação monoclonal e transformação maligna. O monitoramento ativo é essencial e deve incluir a avaliação regular de sinais e sintomas como linfadenomegalias persistentes, aumento unilateral das parótidas, púrpura palpável, vasculite, neuropatia periférica e crioglobulinemia. Exames laboratoriais como hemograma (para linfopenia), eletroforese de proteínas séricas e urinárias (para gamopatias) e, em casos suspeitos, biópsia de glândula salivar ou linfonodo, são fundamentais. O tratamento da Síndrome de Sjögren foca no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Para o risco de linfoma, a vigilância é a principal estratégia. A detecção precoce de qualquer alteração que sugira malignidade permite uma intervenção mais rápida e melhora o prognóstico. É um ponto crítico para residentes em reumatologia e clínica médica estarem atentos a esses sinais de alerta.
Os principais indicadores incluem a contagem de linfócitos, a recorrência de edema de parótidas, o surgimento ou aumento de linfadenomegalias e alterações no perfil da eletroforese de proteínas séricas e urinárias, como o aparecimento de gamopatia monoclonal.
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica caracterizada por hiperatividade de linfócitos B. Essa estimulação crônica e desregulada dos linfócitos B aumenta a probabilidade de mutações e transformações malignas, levando ao desenvolvimento de linfomas, principalmente do tipo MALT.
O padrão do FAN, juntamente com a titulação, é crucial. O padrão pode sugerir o tipo de autoanticorpo presente e, consequentemente, a doença autoimune subjacente. Por exemplo, o padrão pontilhado fino denso está associado a Sjögren, enquanto o homogêneo a lúpus. A titulação indica a intensidade da resposta autoimune.
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