UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026
Mulher, 46 anos, professora, com 8 meses de xerostomia (sede constante, necessidade de água para engolir alimentos secos) e xeroftalmia (areia nos olhos). Dois episódios de cárie no último ano e aumento intermitente das parótidas. Nega doenças reumatológicas conhecidas, febre, perda ponderal, púrpura ou dispneia. Exame físico: fissuras labiais, saliva espessa, sem sinovite. Exames: FAN 1:160 pontilhado fino; anti-Ro/SSA positivo, anti-La/SSB negativo; FR baixo positivo; PCR normal; função renal normal. Sorologias: HBsAg, anti-HCV e HIV negativos. Oftalmologia: Schirmer 3 mm/5 min OD e 4 mm/5 min OE; teste com lissamina: escore 6. Qual a melhor conduta inicial para esta paciente?
Síndrome de Sjögren → Manejo inicial = Medidas não farmacológicas, lágrimas artificiais, higiene oral com flúor, pilocarpina para sintomas sicca.
O manejo inicial da Síndrome de Sjögren foca no alívio sintomático dos sintomas sicca, incluindo lágrimas artificiais e higiene oral com flúor; a pilocarpina é uma opção para estimular a produção salivar em casos selecionados.
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica caracterizada principalmente pela infiltração linfocitária das glândulas exócrinas, resultando em sintomas de secura. O manejo inicial é predominantemente sintomático, visando aliviar a xerostomia e a xeroftalmia, que são as queixas mais comuns e impactantes na qualidade de vida do paciente. Medidas não farmacológicas, como hidratação frequente, uso de umidificadores e evitar medicamentos que causem boca seca, são fundamentais. Para a xeroftalmia, o uso regular de lágrimas artificiais sem conservantes é a base do tratamento. Já para a xerostomia, além da hidratação e higiene oral rigorosa com produtos fluoretados para prevenir cáries, a pilocarpina oral pode ser prescrita para estimular a produção de saliva. É crucial o acompanhamento multidisciplinar com oftalmologista e dentista para monitorar e tratar as complicações oculares e orais, respectivamente. Terapias imunossupressoras sistêmicas são reservadas para casos com manifestações extraglandulares graves ou doença progressiva.
Os sintomas cardinais são xerostomia (boca seca) e xeroftalmia (olhos secos), podendo haver fadiga, dor articular e acometimento de outros órgãos.
O diagnóstico é clínico e laboratorial, incluindo testes de função glandular (Schirmer, fluxo salivar), biópsia de glândula salivar menor e pesquisa de autoanticorpos (FAN, anti-Ro/SSA, anti-La/SSB).
A pilocarpina é um agonista colinérgico que estimula as glândulas exócrinas, sendo utilizada para aumentar a produção de saliva em pacientes com xerostomia.
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