IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma mulher, de 34 anos, há 6 meses precisa de líquidos para facilitar a deglutição. Faz seguimento com oftalmologista por “irritação” e sensação de “areia nos olhos”, sendo identificadas ulcerações corneanas na última avaliação. Há 2 meses, tem tido dor e rigidez nas articulações das mãos e dos punhos. Ao exame físico, observam-se artrite em punhos, 2º e 3º metacarpofalangianas bilateralmente, mucosa oral seca e dentes em mau estado de conservação. Qual é o exame mais indicado para o diagnóstico?
Xerostomia + xeroftalmia + artrite → suspeitar Sjögren; biópsia de glândula salivar é padrão-ouro diagnóstico.
O quadro clínico de boca seca (xerostomia), olhos secos (xeroftalmia) e artrite em uma mulher jovem é altamente sugestivo de Síndrome de Sjögren. Embora exames sorológicos sejam úteis, a biópsia de glândula salivar menor é o exame mais específico para confirmar o diagnóstico, evidenciando sialoadenite linfocítica focal.
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica que afeta predominantemente as glândulas exócrinas, especialmente as salivares e lacrimais, resultando em xerostomia e xeroftalmia. É mais comum em mulheres de meia-idade, mas pode ocorrer em qualquer idade. A doença pode ser primária ou secundária, associada a outras doenças autoimunes como artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico. A fisiopatologia envolve a infiltração linfocitária das glândulas exócrinas, levando à sua destruição e disfunção. Além dos sintomas glandulares, a Síndrome de Sjögren pode apresentar manifestações extraglandulares, como artrite, fenômeno de Raynaud, vasculite, neuropatia e envolvimento pulmonar ou renal. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, sorológicos (FAN, anti-Ro/SS-A, anti-La/SS-B) e histopatológicos. A biópsia de glândula salivar menor é o exame mais específico para o diagnóstico, revelando sialoadenite linfocítica focal. O tratamento é sintomático para a boca e olhos secos (lágrimas e saliva artificiais, pilocarpina) e imunossupressor para as manifestações sistêmicas. O acompanhamento regular é crucial devido ao risco aumentado de linfoma.
Os principais sintomas são xerostomia (boca seca), xeroftalmia (olhos secos), fadiga e dor articular. Outras manifestações incluem fenômeno de Raynaud, vasculite e neuropatia periférica.
A biópsia de glândula salivar menor é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico, evidenciando infiltrado linfocitário focal. Exames sorológicos como FAN, anti-Ro/SS-A e anti-La/SS-B também são importantes para o diagnóstico.
A síndrome causa xeroftalmia devido à disfunção das glândulas lacrimais, levando a sensação de areia, irritação, fotofobia e, em casos graves, ulcerações e perfuração corneana, que podem comprometer a visão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo