Síndrome Simpatomimética: Reconhecimento e Manejo Clínico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 17 anos, é levado ao pronto-socorro. De acordo com o relato do acompanhante, ambos estavam em uma festa universitária quando o paciente passou a apresentar rubor cutâneo, sudorese e agitação psicomotora intensa. Ao exame físico apresenta midríase, taquipneia, hipertermia e hipertensão. De acordo com o acompanhante é possível que o paciente tenha feito uso de substâncias entorpecentes e álcool. Diante do caso, é provável afirmar que se trata de síndrome

Alternativas

  1. A) anticolinesterásica, possivelmente associada a intoxicação aguda por organofosforados.
  2. B) simpatomimética, relacionada ao uso de substâncias como cocaína e anfetaminas.
  3. C) síndrome narcótica, relacionada ao uso recreativo de drogas opioides, como heroína.
  4. D) extrapiramidal, relacionada ao uso de antipsicóticos.
  5. E) de depressão neurológica, relacionada ao uso de álcool ou benzodiazepínicos.

Pérola Clínica

Agitação, midríase, taquipneia, hipertermia e hipertensão após uso de drogas → Síndrome Simpatomimética (cocaína, anfetaminas).

Resumo-Chave

A síndrome simpatomimética é uma emergência toxicológica caracterizada por hiperatividade do sistema nervoso simpático. Os sinais e sintomas como taquicardia, hipertensão, hipertermia, midríase e agitação são clássicos e devem levantar a suspeita de uso de estimulantes como cocaína ou anfetaminas.

Contexto Educacional

A síndrome simpatomimética é uma emergência toxicológica comum, resultante da superestimulação do sistema nervoso simpático. É frequentemente associada ao uso de substâncias ilícitas como cocaína, anfetaminas, metanfetaminas e MDMA (ecstasy), mas também pode ser causada por medicamentos como descongestionantes e broncodilatadores em doses excessivas. A prevalência é alta em serviços de emergência, especialmente em contextos de festas e uso recreativo de drogas. A fisiopatologia envolve o aumento da liberação ou inibição da recaptação de catecolaminas (noradrenalina, dopamina) nas fendas sinápticas, levando a uma resposta adrenérgica exacerbada. Clinicamente, manifesta-se por um conjunto de sinais e sintomas como agitação psicomotora, ansiedade, paranoia, midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese, tremores e hiper-reflexia. Complicações graves incluem arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio, AVC, convulsões, rabdomiólise e insuficiência renal aguda. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, com controle da via aérea, respiração e circulação. O tratamento inclui sedação com benzodiazepínicos para agitação e convulsões, resfriamento para hipertermia e controle da hipertensão e taquicardia. É crucial evitar betabloqueadores isolados, pois podem exacerbar a hipertensão por bloqueio dos receptores beta sem antagonizar os alfa. A identificação da síndrome é vital para um tratamento rápido e eficaz, prevenindo desfechos fatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome simpatomimética?

Os principais sinais e sintomas incluem agitação psicomotora, taquicardia, hipertensão, hipertermia, midríase, sudorese, tremores e, em casos graves, convulsões e arritmias.

Quais substâncias estão comumente associadas à síndrome simpatomimética?

As substâncias mais frequentemente associadas são os estimulantes do sistema nervoso central, como cocaína, anfetaminas (incluindo metanfetamina e MDMA/ecstasy) e seus derivados.

Como diferenciar a síndrome simpatomimética de outras síndromes toxicológicas?

A síndrome simpatomimética se diferencia pela tríade de taquicardia, hipertensão e midríase, acompanhada de sudorese e agitação. A síndrome anticolinérgica, por exemplo, também tem midríase e hipertermia, mas com pele seca e ausência de sudorese.

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