SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Paciente masculino, 32 anos, é levado ao setor de emergência. com agitação psicomotora importante, queixando-se de cefaleia e evoluindo com sudorese. Ao exame físico, encontra-se acordado, agitado, taquicárdico (FC= 130 bpm) hipertenso (PA = 190 X 100 mmHg), e taquipneico (FR:24 mrm). Além disso, observa-se midríase ao exame físico. Glicemia e eletrocardiograma foram normais. Há relato de uso de cocaína e opioides. Encontra-se com saturação de oxigênio normal e não tem indicação para suporte ventilatório mecânico. Qual das medicações abaixo estaria mais indicada para o manejo do quadro clínico acima descrito?
Agitação, taquicardia, hipertensão, midríase por cocaína/simpaticomiméticos → Diazepam é a primeira escolha para sedação.
O quadro clínico de agitação psicomotora, taquicardia, hipertensão e midríase, especialmente com histórico de uso de cocaína, sugere uma síndrome simpaticomimética. Benzodiazepínicos como o Diazepam são a primeira linha de tratamento para sedar o paciente e controlar os efeitos cardiovasculares.
A agitação psicomotora em um paciente com histórico de uso de substâncias, apresentando taquicardia, hipertensão, sudorese e midríase, é altamente sugestiva de uma síndrome simpaticomimética, frequentemente causada por intoxicação por estimulantes como a cocaína. Este é um cenário comum e crítico no setor de emergência, exigindo uma intervenção rápida e eficaz para garantir a segurança do paciente e da equipe. A fisiopatologia da síndrome simpaticomimética envolve a liberação excessiva de catecolaminas ou a inibição de sua recaptação, levando a uma hiperestimulação do sistema nervoso simpático. Os sintomas resultantes podem variar de agitação leve a convulsões, hipertermia maligna e eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou arritmias fatais. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico, e a exclusão de outras causas é importante. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente e controlar a agitação. Benzodiazepínicos, como o Diazepam ou o Midazolam, são a primeira linha de escolha. Eles atuam potencializando o GABA, um neurotransmissor inibitório, promovendo sedação, ansiólise e relaxamento muscular, além de ajudar a mitigar os efeitos cardiovasculares da hiperestimulação simpática. É crucial evitar medicamentos que possam piorar o quadro, como betabloqueadores puros (risco de vasoconstrição coronariana não oposta) ou antipsicóticos que podem prolongar o QT.
Os principais sinais e sintomas incluem agitação psicomotora, taquicardia, hipertensão, midríase, sudorese, hipertermia e, em casos graves, convulsões e arritmias. É frequentemente associada ao uso de estimulantes como cocaína ou anfetaminas.
O Diazepam, um benzodiazepínico, é a escolha porque promove sedação, reduz a ansiedade e a agitação, e ajuda a controlar os efeitos cardiovasculares (taquicardia e hipertensão) ao diminuir a atividade simpática, sendo mais seguro que antipsicóticos em quadros de hiperestimulação.
O haloperidol, um antipsicótico, pode diminuir o limiar convulsivo, prolongar o intervalo QT e, em casos de hipertermia, pode piorar a regulação térmica. Benzodiazepínicos são preferíveis por serem mais seguros e eficazes no controle da agitação e dos sintomas simpaticomiméticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo