SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
JHT, 28 anos, parto recente com sangramento significativo, apresentando agalactia no puerpério. Atualmente em amenorreia. Podemos definir como:
Parto com hemorragia grave + agalactia + amenorreia pós-parto = Síndrome de Sheehan.
A Síndrome de Sheehan é uma condição rara de hipopituitarismo pós-parto causada por necrose isquêmica da hipófise devido a choque hipovolêmico grave durante o parto, manifestando-se com agalactia e amenorreia.
A Síndrome de Sheehan é uma forma rara de hipopituitarismo pós-parto, resultante da necrose isquêmica da glândula hipofisária anterior. Esta condição ocorre devido a um choque hipovolêmico grave durante ou após o parto, geralmente por hemorragia maciça. A hipófise, que aumenta de tamanho durante a gestação, torna-se mais vulnerável à isquemia, levando à destruição das células produtoras de hormônios. As manifestações clínicas variam de acordo com a extensão da necrose e os hormônios afetados. Os sintomas mais precoces e característicos são a agalactia (incapacidade de iniciar ou manter a lactação) e a amenorreia secundária (ausência de menstruação após o parto). Outros sintomas podem surgir gradualmente, como fadiga, perda de pelos pubianos e axilares, hipotireoidismo central, insuficiência adrenal secundária e deficiência de hormônio do crescimento. O diagnóstico é feito pela história clínica de hemorragia pós-parto e pelos sintomas de deficiência hormonal. Exames laboratoriais revelam baixos níveis de hormônios tróficos hipofisários (TSH, ACTH, FSH, LH, GH, prolactina) e seus respectivos hormônios-alvo. O tratamento consiste na reposição hormonal vitalícia dos hormônios deficientes, como levotiroxina, glicocorticoides e estrogênio/progesterona, para restaurar a função endócrina e melhorar a qualidade de vida.
As manifestações incluem agalactia (incapacidade de amamentar), amenorreia secundária, perda de pelos pubianos e axilares, fadiga, hipotensão, intolerância ao frio e, em casos graves, sintomas de insuficiência adrenal ou hipotireoidismo.
A causa é a necrose isquêmica da glândula hipofisária anterior, resultante de choque hipovolêmico grave (hemorragia maciça) durante ou após o parto, levando à deficiência de múltiplos hormônios hipofisários.
O diagnóstico é baseado na história clínica de hemorragia pós-parto e nas manifestações de hipopituitarismo. Exames laboratoriais mostram baixos níveis de hormônios tróficos hipofisários e seus hormônios-alvo, e a ressonância magnética pode evidenciar uma hipófise pequena ou vazia.
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