UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Uma paciente de 25 anos foi submetida a histerectomia puerperal devido a uma grave hemorragia pós parto. Após o parto, foi realizado um diagnóstico de infarto hipofisário, devido ao seguinte sintoma:
Síndrome de Sheehan → infarto hipofisário pós-parto grave = agalactia é o 1º sinal.
A Síndrome de Sheehan é uma condição rara de hipopituitarismo causada por necrose isquêmica da hipófise após hemorragia pós-parto grave. A glândula hipofisária, aumentada durante a gravidez, torna-se mais vulnerável à isquemia. A ausência de lactação é frequentemente o primeiro e mais evidente sintoma devido à deficiência de prolactina.
A Síndrome de Sheehan é uma condição rara, mas grave, de hipopituitarismo pós-parto, resultante de necrose isquêmica da glândula hipofisária anterior. Sua etiologia está intrinsecamente ligada a episódios de hemorragia pós-parto grave e choque hipovolêmico, que comprometem o suprimento sanguíneo da hipófise, já aumentada fisiologicamente durante a gravidez e, portanto, mais vulnerável. É crucial que o residente reconheça a importância da história obstétrica para o diagnóstico. O diagnóstico da Síndrome de Sheehan é predominantemente clínico, com a ausência de lactação (agalactia) sendo o sintoma mais precoce e característico devido à deficiência de prolactina. Outras manifestações podem surgir mais tardiamente, como amenorreia secundária, sintomas de hipotireoidismo (intolerância ao frio, fadiga) e insuficiência adrenal secundária (hipotensão, hipoglicemia), refletindo a deficiência de outros hormônios hipofisários. A suspeita deve ser levantada em qualquer puérpera com história de hemorragia grave e falha na amamentação. O tratamento envolve a reposição hormonal dos hormônios deficientes, como glicocorticoides, hormônios tireoidianos e estrogênio/progesterona, conforme a necessidade individual da paciente. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas o reconhecimento tardio pode levar a complicações graves, especialmente relacionadas à insuficiência adrenal. A educação da paciente sobre a condição e a adesão ao tratamento são fundamentais para a qualidade de vida.
O primeiro e mais comum sinal da Síndrome de Sheehan é a ausência de lactação (agalactia) após o parto, devido à deficiência de prolactina.
É causada por necrose isquêmica da glândula hipofisária, geralmente após uma hemorragia pós-parto grave que leva a hipotensão e choque.
A síndrome pode afetar a produção de vários hormônios hipofisários, incluindo prolactina, TSH, ACTH, GH e gonadotrofinas, levando a um quadro de hipopituitarismo.
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