Síndrome do Seio Silente: Diagnóstico e Quadro Clínico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

A síndrome do seio silente é caracterizada por:

Alternativas

  1. A) Exoftalmia com evolução lenta sem sinais inflamatórios
  2. B) Enoftalmia progressiva geralmente unilateral
  3. C) Exoftalmia abrupta com ingurgitação venosa intensa
  4. D) Distopia nasal superior

Pérola Clínica

Seio silente = Enoftalmia progressiva unilateral + Hipoplasia do seio maxilar (sem inflamação).

Resumo-Chave

A síndrome decorre de uma pressão negativa crônica no seio maxilar que causa o colapso do assoalho orbitário, levando à enoftalmia e hipoglobo.

Contexto Educacional

A Síndrome do Seio Silente é uma entidade rara, mas importante no diagnóstico diferencial das assimetrias faciais e orbitárias. Ela afeta tipicamente adultos na terceira ou quarta década de vida. A ausência de história de trauma ou sintomas inflamatórios agudos direciona o diagnóstico para esta condição. O tratamento é cirúrgico e visa interromper o processo de pressão negativa. Geralmente realiza-se uma antrostomia maxilar meatal média por via endoscópica para restaurar a ventilação do seio. Em casos de enoftalmia esteticamente importante ou diplopia persistente, pode ser necessária a reconstrução do assoalho orbitário com implantes para reposicionar o globo ocular.

Perguntas Frequentes

O que causa a Síndrome do Seio Silente?

A fisiopatologia baseia-se na obstrução crônica do óstio de drenagem do seio maxilar, geralmente no infundíbulo etmoidal. Essa obstrução impede a ventilação do seio, levando à reabsorção do ar e criação de uma pressão negativa (vácuo) persistente. Com o tempo, essa pressão negativa causa a retração das paredes sinusais, especialmente o assoalho da órbita (que é o teto do seio maxilar), resultando em atelectasia do seio e deslocamento do conteúdo orbitário para baixo.

Quais são os principais sinais clínicos?

O sinal cardeal é a enoftalmia progressiva (olho 'fundo') e unilateral, muitas vezes acompanhada de hipoglobo (deslocamento inferior do globo ocular). O paciente geralmente é assintomático do ponto de vista sinusal (daí o nome 'silente'), não apresentando dor, secreção ou pressão facial. Pode haver diplopia vertical devido ao desalinhamento ocular e um sulco palpebral superior profundo.

Como é feito o diagnóstico radiológico?

O diagnóstico é confirmado por Tomografia Computadorizada (TC) de seios da face. Os achados típicos incluem: redução do volume do seio maxilar (hipoplasia/atelectasia), opacificação total ou parcial do seio, retração das paredes sinusais e, crucialmente, a depressão ou arqueamento inferior do assoalho orbitário. O infundíbulo maxilar encontra-se obstruído e o processo uncinado costuma estar lateralizado e aderido à parede orbital medial.

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