CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Paciente refere diplopia há cerca de um mês. Ao exame ocular, apresenta acuidade visual 1,0 em ambos olhos e os seguintes achados, à esquerda: ptose palpebral, limitação da elevação, abdução e adução, redução da sensibilidade corneana. Qual a localização provável da lesão?
Ptose + Oftalmoplegia + Hipoestesia corneana (V1) → Lesão no Seio Cavernoso.
A síndrome do seio cavernoso manifesta-se pela paralisia múltipla de nervos cranianos (III, IV, VI) associada a déficits sensoriais no território do ramo oftálmico (V1) e maxilar (V2) do trigêmeo.
O seio cavernoso é um grande plexo venoso localizado lateralmente à sela túrcica. Clinicamente, processos expansivos, inflamatórios (Síndrome de Tolosa-Hunt) ou vasculares (fístulas carótido-cavernosas) nesta região resultam em diplopia por comprometimento dos nervos que controlam a motilidade ocular externa. A preservação da acuidade visual (1,0 no enunciado) exclui o envolvimento do nervo óptico, direcionando o diagnóstico para o seio cavernoso em vez do ápice orbitário. A redução da sensibilidade corneana confirma o envolvimento do ramo V1 do trigêmeo, reforçando a localização anatômica.
O seio cavernoso contém a artéria carótida interna e o nervo abducente (VI) em seu interior, enquanto os nervos oculomotor (III), troclear (IV), oftálmico (V1) e maxilar (V2) passam em sua parede lateral.
A principal diferença é o envolvimento do nervo óptico (II). No ápice orbitário, há perda visual (baixa acuidade e defeito pupilar aferente), o que não ocorre tipicamente na síndrome isolada do seio cavernoso.
A sensibilidade da córnea é mediada pelo nervo nasociliar, um ramo do nervo oftálmico (V1), que atravessa o seio cavernoso antes de entrar na órbita pela fissura orbitária superior.
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